O suspeito Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, preso por envolvimento no assassinato do professor de zumba Reginaldo Silva Corrêa (conhecido como Reggis), em Epitaciolândia, Acre, fez um relato chocante à polícia. Ele confessou o crime e afirmou ter dormido com o cadáver de Reggis em seu próprio quarto na noite após o assassinato. O corpo do professor foi encontrado na última quarta-feira (1º) em uma cova rasa, após seis dias desaparecido.

Suspeito confessa ter matado professor e revela passado noite de sono ao lado do cadáver (Foto: Reprodução)
Suspeito confessa ter matado professor e revela passado noite de sono ao lado do cadáver (Foto: Reprodução)

O suspeito Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, preso por envolvimento no assassinato do professor de zumba Reginaldo Silva Corrêa (conhecido como Reggis), em Epitaciolândia, Acre, fez um relato chocante à polícia. Ele confessou o crime e afirmou ter dormido com o cadáver de Reggis em seu próprio quarto na noite após o assassinato. O corpo do professor foi encontrado na última quarta-feira (1º) em uma cova rasa, após seis dias desaparecido.

Motivação passional e o crime

No depoimento, ao qual o g1 teve acesso, Victor detalhou que chamou Reggis, com quem já havia tido um relacionamento, até sua casa na noite de 25 de setembro para tentar convencê-lo a retomar o vínculo. Como o professor não aceitou, os dois discutiram.

O suspeito disse que aplicou um ‘mata-leão’ em Reggis, deixando-o desacordado. Victor alegou ter pensado que a vítima estava apenas desmaiada, mas depois constatou que ele não tinha mais batimentos cardíacos.

“O corpo de Reginaldo ficou dentro do quarto do interrogado até por volta das 9h do dia 26/09/2025”, afirma o depoimento.

Ocultação do corpo e envolvimento de vizinha

Victor disse ter pedido ajuda à vizinha, Marijane Maffi, para se livrar do carro da vítima. Para isso, ele alegou à vizinha que estava vendendo o veículo e que havia um comprador na Bolívia. Ele ofereceu dinheiro a Marijane para que levasse o carro ao suposto comprador, mas ela disse que ajudaria sem a necessidade de pagamento.

Ainda conforme Victor, após Marijane sair para levar o carro na manhã seguinte, ele foi até a casa dela para pegar ferramentas. Sozinho, ele usou os itens para abrir uma cova rasa no terreno entre sua casa e a da vizinha, onde enterrou o corpo. “Na minha cabeça eu só tinha a intenção de me livrar daquilo ali”, relatou o suspeito.

Prisão e situação judicial

Victor e Marijane foram presos em flagrante. Na audiência de custódia realizada na quinta-feira (2), a Justiça decretou a prisão preventiva de Victor, que confessou o assassinato.

Já Marijane Maffi foi concedida liberdade provisória, mediante pagamento de fiança de R$ 10 mil e medidas cautelares.

Reggis, de 44 anos, era natural de Cuiabá (MT) e desapareceu após sair para fazer uma entrega. O carro dele foi encontrado no dia 30 de setembro em um ramal próximo a Cobija, na Bolívia.

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