A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (22) Heitor Rabelo Stetner, de 37 anos, suspeito de causar o acidente que matou o corretor de imóveis Matheus Helfstein, de 20 anos, em setembro, na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos (SP).
Segundo as investigações, Heitor dirigia uma BMW a cerca de 160 km/h quando colidiu com um carro de aplicativo, lançando o passageiro Matheus para fora do veículo. O jovem foi atropelado por outros dois carros e morreu no local.
A Justiça decretou prisão temporária após a polícia concluir que o motorista assumiu o risco do acidente ao dirigir em alta velocidade. Ele foi preso nesta quarta na praça Floripes Bicudo Martins e encaminhado à cadeia pública de Caçapava.
A defesa do suspeito afirma que a prisão é ilegal e alega que ele não estava embriagado e colaborou com as investigações. O caso segue sendo apurado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (22) Heitor Rabelo Stetner, de 37 anos, suspeito de provocar o acidente que resultou na morte do corretor de imóveis Matheus Helfstein, de 20 anos, em setembro, na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos (SP).

Matheus Helfstein, vítima
Segundo as investigações, Heitor dirigia uma BMW em alta velocidade quando colidiu na traseira de um carro de aplicativo onde estava Matheus como passageiro. Com o impacto, o jovem foi lançado para fora do veículo e acabou atropelado por outros dois carros, morrendo no local.
O motorista da BMW chegou a ser levado à delegacia no dia do acidente, mas foi liberado após exame clínico apontar ausência de embriaguez.
Durante a investigação, contudo, a Polícia Civil concluiu que Heitor assumiu o risco de causar o acidente, já que trafegava a cerca de 160 km/h em um trecho com limite de 90 km/h. Com base nesse entendimento, a Justiça decretou prisão temporária do suspeito, que foi cumprida na manhã desta quarta-feira, na praça Floripes Bicudo Martins, em São José. Ele foi encaminhado à cadeia pública de Caçapava.
Em nota, a defesa de Heitor afirmou que a prisão é “ilegal” e que vai recorrer da decisão, alegando que o cliente permaneceu no local do acidente e cooperou com a polícia.
“Ele compareceu espontaneamente à delegacia e se submeteu a exame clínico, que comprovou que não estava embriagado”, informou o advogado.
O acidente ocorreu por volta das 5h30 do dia 28 de setembro, no km 148 da Dutra, sentido São Paulo. O motorista do carro de aplicativo, de 44 anos, sobreviveu e foi socorrido com ferimentos leves. O caso é investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Na época, a empresa Uber lamentou a morte do passageiro e informou que a viagem estava coberta pelo seguro da plataforma, oferecendo apoio à família da vítima.
