Umberto Alberto Gomes, de 39 anos, apontado como um dos suspeitos do assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, foi morto nesta terça-feira (30) durante confronto com policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Curitiba, no Paraná.
O suspeito havia sido identificado após a polícia encontrar suas digitais em um imóvel de Mongaguá, no litoral paulista, usado pela quadrilha antes do crime.
As investigações apontam que ele poderia estar entre os atiradores. Contra Umberto já havia mandado de prisão temporária decretado, e ele possuía antecedentes por roubo e envolvimento com organização criminosa.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou a morte do investigado em publicação nas redes sociais.
“Ele resistiu à prisão. Graças a Deus, nossos policiais estão bem”, escreveu.

Reprodução momento do crime contra delegado Dr. Ruy
Suspeitos identificados pela polícia
Até agora, oito pessoas foram identificadas pela polícia por participação no homicídio. Quatro delas já estão presas:
- Willian Silva Marques, dono de um imóvel em Praia Grande de onde teria saído um dos fuzis, se entregou no último dia 21;
- Dahesly Oliveira Pires, detida no dia 18, é apontada como a responsável por buscar a arma na Baixada Santista;
- Luiz Henrique Santos Batista, o “Fofão”, preso no dia 19, teria ajudado na fuga de um dos criminosos;
- Rafael Marcell Dias Simões, o “Jaguar”, se entregou em São Vicente no dia 20.
Outros três investigados seguem foragidos:
- Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”, com DNA encontrado em veículo usado no crime;
- Flávio Henrique Ferreira de Souza, 24, também identificado por DNA em um dos carros;
- Luis Antonio Rodrigues de Miranda, suspeito de ter ordenado a busca de um dos fuzis usados.
Linhas de investigação
De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), duas hipóteses são apuradas: a de que o assassinato tenha sido encomendado por Fernando Gonçalves dos Santos, o “Azul” ou “Colorido”, apontado como liderança do PCC na Baixada Santista, ou a de que a morte tenha sido uma emboscada da facção em represália à atuação de Ruy como secretário de Administração em Praia Grande.
Na segunda-feira (29), a polícia cumpriu mandados de busca em nove endereços no litoral paulista, incluindo a casa do subsecretário de Gestão de Tecnologia da Prefeitura de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini. No local, foram apreendidos celulares, notebooks, pendrives, um computador, três pistolas e valores em dinheiro: R$ 50 mil, US$ 10,3 mil e € 1,1 mil.