Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como “Jaguar”, preso desde 20 de setembro, será transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente para uma carceragem na capital paulista. A medida, autorizada pela juíza Luciana Viveiros Corrêa dos Santos Seabra na quarta-feira (24), visa prevenir qualquer tentativa de resgate organizada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como “Jaguar”, preso desde 20 de setembro, será transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente para uma carceragem na capital paulista. A medida, autorizada pela juíza Luciana Viveiros Corrêa dos Santos Seabra na quarta-feira (24), visa prevenir qualquer tentativa de resgate organizada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Jaguar é investigado por sua participação no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes. Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, ele teria sido um dos atiradores que executaram o policial aposentado em Praia Grande, no último dia 15.
Segundo o Metrópoles, o pedido de transferência, protocolado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou que, mesmo detido, Jaguar poderia exercer influência na região do litoral paulista e não se descartava a possibilidade de resgate. A mudança foi autorizada com todas as medidas de segurança necessárias para o transporte do preso.
Jaguar possui histórico criminal extenso. Sua trajetória na Justiça paulista começou em 2009, com prisões por crimes ligados a organizações criminosas e homicídios. Ao longo dos anos, ele alternou períodos de detenção e liberdade provisória, sendo reincidente em diversas ações penais.
A Secretaria de Segurança Pública confirmou que informações de depoimentos e dados do celular de Luiz, conhecido como “Fofão”, preso na investigação, apontam que Jaguar recebeu auxílio na fuga após o crime. Derrite afirmou: “O atirador que a gente pode cravar é o Jaguar, que já está preso”.
Ruy Ferraz era alvo do PCC desde 2006, após ter indiciado líderes da facção, incluindo Marcola. Até o momento, oito mandados de prisão foram expedidos, e quatro suspeitos estão detidos.
O secretário também revelou a existência de um grupo de elite dentro do PCC, chamado Restrita Tática, formado por criminosos treinados para ataques contra autoridades. Eles recebem instruções específicas sobre uso de armamentos e já foram alvo de operações policiais. Derrite destacou o risco representado pelo setor: “Eles são extremamente perigosos”.
O assassinato de Ruy Ferraz ocorreu em uma emboscada após perseguição em alta velocidade na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas. O veículo da vítima colidiu com um ônibus, momento em que os criminosos dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra o ex-delegado, que estava dentro do carro capotado. Os veículos usados pelos atiradores foram abandonados, sendo um deles incendiado para apagar vestígios.
A presença de Jaguar na carceragem da capital paulista permitirá que as investigações e oitivas sobre o caso sejam conduzidas de forma mais segura e eficiente.
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