O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), tem se movimentado nos bastidores para que a Câmara dos Deputados vote o projeto de anistia a Jair Bolsonaro logo depois do julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é não perder tempo caso Bolsonaro seja condenado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), tem se movimentado nos bastidores para que a Câmara dos Deputados vote o projeto de anistia a Jair Bolsonaro logo depois do julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é não perder tempo caso Bolsonaro seja condenado.
Essa articulação fez crescer a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que até agora tem evitado pautar o assunto. A proposta de anistia, que está na gaveta da Câmara, tem apoio da base bolsonarista e de parte do centrão. O plano de Tarcísio é transformar o tema em prioridade logo após o julgamento no STF, para tentar blindar Bolsonaro de possíveis consequências jurídicas. Mesmo sem dizer isso abertamente, a manobra é vista como uma forma de garantir que o ex-presidente possa continuar na cena política.
Apesar da pressão, Hugo Motta ainda não se comprometeu com uma data para colocar o projeto em votação. Ele teme que a anistia, logo após uma decisão do STF, possa aumentar a tensão entre os poderes e provocar desgaste.
Nos bastidores, parlamentares próximos ao ex-presidente já falam em forçar a votação por meio de um pedido de urgência — estratégia que ainda depende de apoio suficiente no plenário.
Se o STF condenar o ex-presidente, a proposta de anistia pode ganhar fôlego e virar pauta central na Câmara. Enquanto isso, Tarcísio se consolida como um dos principais articuladores dessa ofensiva, buscando apoio entre deputados e líderes partidários para manter Bolsonaro ativo politicamente.
