O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pediu desculpas após fazer uma brincadeira sobre a crise do metanol, que já deixou três mortos no estado. Durante coletiva, ele disse que só se preocuparia “no dia em que começarem a falsificar Coca-Cola”. Após a repercussão negativa, Tarcísio reconheceu o erro e afirmou: “Errei”.
O governo anunciou ações para combater a falsificação de bebidas, com participação de grandes fabricantes, treinamentos e campanhas de orientação. A Polícia Federal e a Civil investigam o caso, que já atinge 12 estados.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu desculpas nesta terça-feira (7) após fazer uma brincadeira sobre a crise de contaminação por metanol no estado. A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa sobre o tema, na segunda (6), quando o governador comentou que só se preocuparia “no dia em que começassem a falsificar Coca-Cola”, bebida que ele diz consumir com frequência.
A declaração gerou repercussão negativa nas redes sociais e entre familiares das vítimas. O estado já registra três mortes, 18 casos confirmados e 158 em investigação. Em vídeo publicado após a polêmica, Tarcísio reconheceu o erro:
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“Peço perdão pela colocação inoportuna. Governar é enfrentar desafios e também reconhecer quando erramos. Errei e sigo comprometido em cuidar das pessoas com dignidade.”
O comentário do governador aconteceu enquanto ele explicava a força-tarefa montada para combater a falsificação de bebidas alcoólicas. O grupo reúne representantes das principais fabricantes, como Jack Daniel’s, Johnnie Walker, Smirnoff e Absolut.
Entre as ações anunciadas pelo governo estão treinamentos para agentes públicos e comerciantes, campanhas de orientação ao consumidor e endurecimento das leis contra falsificação e venda irregular. Também será criado um canal direto de denúncia para comerciantes que suspeitarem de irregularidades nas bebidas.
A Polícia Federal e a Polícia Civil investigam o surto de intoxicação, que já atinge 12 estados, e apuram se quadrilhas especializadas em adulteração estão por trás dos casos. O governo paulista, por sua vez, afirma que não há evidências de envolvimento de facções criminosas.