A investigação sobre o assassinato de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, morto após comer uma feijoada envenenada em Duque de Caxias (RJ), revelou detalhes perturbadores sobre o modo de agir das suspeitas. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi cometido a mando da filha da vítima, Michele Paiva da Silva, e executado por Ana Paula Veloso Fernandes, que contou com a ajuda da irmã, Roberta Cristina Veloso Fernandes. As duas usavam a sigla “TCC” (em referência a “Trabalho de Conclusão de Curso”) como código para tratar da execução do homicídio e de outros crimes semelhantes.
A investigação sobre o assassinato de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, morto após comer uma feijoada envenenada em Duque de Caxias (RJ), revelou detalhes perturbadores sobre o modo de agir das suspeitas. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi cometido a mando da filha da vítima, Michele Paiva da Silva, e executado por Ana Paula Veloso Fernandes, que contou com a ajuda da irmã, Roberta Cristina Veloso Fernandes. As duas usavam a sigla “TCC” (em referência a “Trabalho de Conclusão de Curso”) como código para tratar da execução do homicídio e de outros crimes semelhantes.
Conversas interceptadas e áudios recuperados pela perícia mostram que as irmãs discutiam valores, logística e até estratégias de despiste sob a linguagem cifrada. Em um dos áudios, Ana Paula afirma não ter conseguido “fazer o TCC como planejado”, e que “tomou providências”, o que, segundo a polícia, significava o ato de envenenar ou eliminar a vítima.
O grau de frieza chamou atenção dos investigadores: em meio à troca de mensagens sobre a morte de Neil, as irmãs chegaram a debochar do falecimento do gato de uma das filhas da vítima.
As investigações também apontaram que Roberta Veloso não apenas sabia do plano como teria ajudado a definir o “valor mínimo” para cada “TCC”, estipulado em R$ 4 mil. Ela orientava Ana Paula sobre pagamentos em espécie e a evitar registros digitais. Mensagens mostram inclusive que Roberta cobrava a sua parte nos lucros e sugeria formas de dificultar a investigação, demonstrando total consciência da natureza criminosa dos atos.
A Polícia Civil trata o caso como um dos mais complexos de envenenamento em série no país. Ana Paula e Roberta estão presas, e Michelle Paiva, apontada como mandante do assassinato do pai, foi detida nesta terça-feira (7). O corpo de Neil será exumado para exames toxicológicos complementares que devem confirmar a presença de veneno.
Feijoada envenenada e queima de provas
Neil Corrêa morreu em 26 de abril de 2025, no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, após passar mal horas depois de consumir uma feijoada preparada por Ana Paula Veloso. A suspeita viajou de Guarulhos (SP) ao Rio de Janeiro a mando de Michelle Paiva da Silva, filha de Neil, que teria financiado a execução.
Ana Paula confessou ter misturado chumbinho à comida. Após o idoso perder a consciência, ela ainda ateou fogo no carro da vítima, segundo disse, “para causar confusão e sumir com rastros”.
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