O TCU abriu investigação para analisar gastos da Presidência durante o Carnaval do Rio de 2026, com foco na participação de Janja. O tribunal exige explicações, lista de servidores envolvidos e detalhamento das despesas.
O Tribunal de Contas da União decidiu apurar possíveis irregularidades envolvendo despesas da Presidência da República durante o Carnaval de 2026, no Rio de Janeiro. A investigação tem como ponto central a participação da primeira-dama Rosângela da Silva em um desfile realizado na Marquês de Sapucaí.
A análise foi aberta após questionamentos apresentados por parlamentares do Partido Novo, que levantaram suspeitas sobre o possível uso de estrutura pública — como equipes de cerimonial, comunicação e apoio logístico — em atividades ligadas ao evento.
Cobrança de explicações
Mesmo com o desfile já realizado em fevereiro, o tribunal optou por seguir com o caso. Por unanimidade, os ministros determinaram que a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social apresentem esclarecimentos em até 15 dias.
Entre os dados solicitados está a relação completa de servidores que estiveram no Rio durante o período do Carnaval, incluindo profissionais de segurança, assessoria e organização institucional.
Detalhamento de despesas
O TCU também quer acesso a um relatório financeiro com todos os custos relacionados à operação. O pedido inclui gastos com passagens, diárias, hospedagem e possíveis horas extras.
Outro ponto sob análise é a eventual participação de equipes da Presidência na organização do evento, como apoio a convidados, controle de acesso e preparação de elementos ligados ao desfile.
Apuração mais ampla
O processo foi incorporado a uma investigação já em andamento que envolve possíveis repasses da Embratur a uma escola de samba que fez homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O caso está sob relatoria do ministro Augusto Nardes.
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