Dois técnicos de enfermagem do Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre (RS), foram presos preventivamente suspeitos de envolvimento em um crime sexual contra uma paciente de 39 anos. Um deles teria tocado a vítima durante um falso exame íntimo, enquanto o outro, segundo a polícia, tentou encobrir o caso.

O abuso ocorreu em julho e foi denunciado pela própria paciente, que desconfiou da conduta do profissional e procurou o chefe do setor — posteriormente identificado como cúmplice. As imagens de câmeras de segurança confirmaram a entrada dos suspeitos no quarto da vítima.

As prisões foram decretadas pela 2ª Vara Regional de Garantias pelo crime de violação sexual mediante fraude. O Hospital Ernesto Dornelles informou ter prestado acolhimento à paciente e desligado os dois funcionários. Já o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) acompanha o caso e avalia a abertura de processo ético-disciplinar.

Técnicos de enfermagem são presos por suspeita de abuso sexual em hospital

Dois técnicos de enfermagem do Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre (RS), foram presos preventivamente na segunda-feira (13) suspeitos de envolvimento em um crime sexual contra uma paciente de 39 anos. Um deles teria tocado a mulher durante um falso exame íntimo, enquanto o outro, segundo as investigações, tentou encobrir o caso. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Reprodução Polícia Civil

O episódio ocorreu no dia 22 de julho e passou a ser investigado pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A vítima relatou ter ficado desconfiada após o exame realizado por um técnico de 31 anos e procurou o chefe do setor, 55, sem saber que ele seria cúmplice.

“Ela informou o que havia acontecido ao responsável pelo setor, que tentou minimizar o fato. Ainda assim, desconfiada, a vítima contou a outros profissionais, que acionaram a direção do hospital. As câmeras de segurança confirmaram quem havia entrado no quarto e praticado os atos”, explicou a delegada Thaís Dias de Quebech, para a TV Globo.

As prisões foram decretadas pela 2ª Vara Regional de Garantias, com base no crime de violação sexual mediante fraude. A Justiça considerou haver risco de repetição dos atos caso os suspeitos permanecessem em liberdade.

Posicionamento do hospital

Em nota, o Hospital Ernesto Dornelles informou que prestou atendimento e acolhimento imediato à paciente e sua família, além de comunicar o caso às autoridades. A instituição destacou que os dois profissionais foram demitidos e que colabora integralmente com as investigações, conduzidas sob sigilo.

O hospital também reiterou seu compromisso com a ética, a segurança dos pacientes e o aperfeiçoamento constante de seus protocolos internos, afirmando adotar “tolerância zero a condutas incompatíveis com seus valores”.

Coren-RS acompanha o caso

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) confirmou que acompanha o caso desde 27 de julho, e que a denúncia está sob análise. O órgão poderá instaurar processo ético-disciplinar, no qual os profissionais terão direito à ampla defesa. As sanções previstas variam de advertência à cassação do exercício profissional.

O conselho reforçou seu compromisso com a ética na enfermagem e com a proteção da sociedade, assegurando que as apurações serão conduzidas “de forma responsável e dentro dos parâmetros legais”.

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