Uma erupção registrada no Sol deve provocar uma tempestade solar que atingirá a Terra nos próximos dias. O alerta foi divulgado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos. A agência informou que a ejeção de massa coronal gerada pela explosão pode causar interferências em satélites, comunicações por rádio e redes elétricas.
Uma forte erupção registrada no Sol nesta segunda-feira (16) deve provocar uma tempestade solar que atingirá a Terra nos próximos dias. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos, a explosão foi classificada como M2,7, considerada de intensidade moderada.
O fenômeno provocou uma grande ejeção de massa coronal (EMC), que é uma espécie de nuvem de partículas carregadas e campo magnético expelida pelo Sol em direção ao espaço.
De acordo com a agência, essa nuvem deve alcançar a Terra na próxima quinta-feira (19), podendo provocar uma tempestade solar de grau 2 em uma escala que vai de 1 a 5.
Possíveis impactos
Embora seja considerada moderada, a tempestade pode provocar alguns efeitos no planeta.
Entre os principais riscos estão interferências em sistemas de satélite, que podem sofrer sobrecargas, além de possíveis interrupções temporárias em comunicações por rádio.
Também existe a possibilidade de flutuações em redes elétricas em regiões mais extremas do planeta.
Outro efeito esperado é a intensificação das auroras, especialmente a aurora boreal, que pode aparecer com maior intensidade em áreas próximas aos polos.
Por causa da radiação, astronautas da Estação Espacial Internacional não deverão realizar atividades fora da estação durante o período de maior impacto.
Como funcionam as erupções solares
As erupções solares fazem parte da atividade natural do Sol e ocorrem com certa frequência.
Elas são classificadas em diferentes níveis de intensidade. As de classe X são as mais fortes e podem causar impactos significativos em satélites e comunicações. Já as de classe M, como a registrada nesta segunda-feira, são consideradas de intensidade média e costumam provocar efeitos mais limitados.
O comportamento do Sol também segue um ciclo de aproximadamente 11 anos, período em que seu campo magnético passa por variações e inversões, aumentando ou reduzindo a frequência desses fenômenos.
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