Colchões espalhados pelo chão, sofás revestidos por panos coloridos, luzes psicodélicas iluminando corpos nus e até lubrificante disponível em dispensers automáticos. Em pleno deserto, uma estrutura polêmica atrai milhares de pessoas todos os anos, funcionando como um templo do sexo coletivo. Ali, só entra quem estiver acompanhado e disposto a mergulhar em experiências íntimas sem pudor.

(Foto: Reprodução)
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Orgia coletiva, corpos nus sob o sol escaldante e noites embaladas por drogas e música eletrônica. Esse é o Burning Man, o festival que mistura sexo, devassidão e excessos em plena areia do deserto de Nevada, nos Estados Unidos.

Durante nove dias, a atração transforma o deserto em um palco de experimentações radicais. Corpos nus se misturam à multidão, drogas circulam em meio às batidas eletrônicas e instalações gigantescas de arte pegam fogo diante de milhares de olhares extasiados.

Entre as atrações mais comentadas, está a controversa “Tenda da Orgia”, com seus colchões no chão, luzes psicodélicas e lubrificantes a disposição. O domo é um espaço dedicado ao sexo coletivo, que atrai milhares de participantes todos os anos sob a promessa de encontros “seguros e consensuais”.

A tenda da sacanagem

Com uma estrutura pensada para tornar a experiência dos frequentadores mais prazerosa, o local chega a atrair por ano até 10 mil pessoas dispostas a se aventurar sexualmente em grupo.

Mas não se engane: não é só entrar e participar. As regras por lá são rígidas e não permitem bagunça. Só é permitido entrar acompanhado, é obrigatório usar proteção, nada de álcool em excesso e filmagens, nem pensar! Voluntários ficam circulando o tempo inteiro pelo espaço para garantir o “consentimento” de tudo o que acontece ali. E tem mais: quem não entra no clima, é convidado a se retirar.

O site do festival ainda reforça que todos são bem-vindos: “Heterossexuais, lésbicas, gays, bissexuais, poliamorosos e monogâmicos. Recebemos com prazer todas as combinações de amor”.

Ainda assim, o lugar já virou alvo de críticas e relatos bizarros de visitantes que descrevem o espaço como uma mistura de paraíso libertino e pesadelo de mau cheiro.

Muito além da orgia

Apesar do apelido “festival do sexo e da loucura”, o Burning Man vai além. Para muitos, trata-se de uma experiência espiritual e artística única: uma cidade inteira erguida com esculturas, shows, oficinas e intervenções que desaparecem no final, sem deixar rastro no deserto.

O auge acontece quando uma escultura gigante de madeira, conhecida como “homem em chamas”, é incendiada diante de uma multidão em êxtase. Para os chamados burners, é um ritual de renovação.

Nem só prazer: também caos

Mas nem só de libertinagem vive o Burning Man. O deserto é implacável e, neste ano, uma tempestade de areia com ventos de até 80 km/h destruiu parte das estruturas do evento. Entre elas, justamente a controversa Tenda da Orgia, que acabou entortada e interditada.

Os organizadores prometem remontar a atração em versão reduzida, mas muitos participantes já temem ficar sem o espaço mais falado e procurado do festival.

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