Em meio à crescente tensão com os EUA, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou um novo alistamento de milicianos. A medida é uma resposta à aproximação de navios de guerra norte-americanos e à acusação de Washington de que Maduro lidera um grupo terrorista.

Tensão aumenta com EUA e Maduro convoca novo alistamento de milicianos na Venezuela
Tensão aumenta com EUA e Maduro convoca novo alistamento de milicianos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, divulgou nesta sexta-feira (29) um vídeo convocando os cidadãos para uma nova jornada de alistamento, marcada para este final de semana. Em tom nacionalista, ele citou Hugo Chávez e Simón Bolívar para reforçar o chamado à mobilização popular e militar.

“Convoco ao alistamento e às fileiras todos os milicianos e milicianas, todo o povo combatente, todos os reservistas e, em especial, todos os homens e mulheres do povo que amam esta pátria”, declarou Maduro.

Aproximação de navios

O discurso do presidente venezuelano acontece no mesmo dia em que sete navios de guerra e um submarino de capacidade nuclear, transportando mais de 4 mil soldados, foram despachados pelo governo de Donald Trump em direção às águas da Venezuela. A tensão entre as duas nações se intensificou em agosto, com Washington acusando Maduro de liderar um grupo terrorista e prometendo o “uso de força total” contra Caracas.

No início do mês, os Estados Unidos dobraram a recompensa pela captura de Maduro para US$ 50 milhões, alegando que ele liderou uma rede de tráfico de drogas para o território americano.

Denúncia na ONU

Em resposta aos movimentos americanos, o governo venezuelano fez uma denúncia na Organização das Nações Unidas (ONU), acusando os EUA de promover uma “campanha terrorista” para justificar uma “intervenção militar”.

No discurso, Maduro também enalteceu o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que enviou 25 mil soldados para patrulhar a região de Catatumbo, na fronteira entre os dois países.

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