A chegada do USS Minneapolis-Saint Paul, um navio de combate litorâneo, à Baía de Guantánamo, em Cuba, intensifica as tensões entre os Estados Unidos e países da América Latina, especialmente a Venezuela. Segundo autoridades americanas, a presença militar reforça o “comprometimento” da Marinha dos EUA na região, em um momento em que a administração Trump aumenta a pressão e a retórica contra o regime de Nicolás Maduro.

Tensão em Cuba: Navio de guerra dos EUA atraca na Baía de Guantánamo

Em meio a um aumento da retórica e das ações do governo Trump na América Latina, um navio de guerra dos Estados Unidos, o USS Minneapolis-Saint Paul (LCS 21), chegou à Baía de Guantánamo, em Cuba, nesta quarta-feira (20).

O navio de combate litorâneo, que é frequentemente utilizado em missões antidrogas, recentemente participou da apreensão de cocaína e maconha no Caribe. Segundo autoridades norte-americanas, a movimentação militar demonstra a “força, prontidão e o comprometimento” da Marinha dos EUA em “proteger a liberdade através dos mares”.

A chegada do navio coincide com o recrudescimento da política externa dos EUA para a região. O governo Trump tem classificado cartéis de drogas como organizações terroristas, uma medida que, segundo analistas, abre precedentes para intervenções militares em outros países sob a bandeira da “guerra ao terror”.

Alvos e movimentação militar na região

Um dos principais alvos da administração Trump é o presidente venezuelano Nicolás Maduro, acusado de liderar o cartel de Los Soles e com uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua prisão.

O site especializado USNI News reportou que outros três navios de guerra americanos foram enviados à Venezuela, mas retornaram para evitar o furacão Erin. No entanto, ainda não está claro o objetivo de uma nova movimentação que, segundo o site, envolve o envio de três navios com 4 mil militares para a costa venezuelana. A crescente presença militar na região levanta preocupações e aumenta a tensão entre Washington e Caracas.

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