Em entrevista a Galvão Bueno, tetracampeão Branco relembrou o icônico gol de falta contra a Holanda na Copa de 94 e brincou que Romário “estaria morto” se não desviasse do chute. Atual coordenador da CBF, Branco também detalhou sua relação de amizade e trabalho com Carlo Ancelotti rumo ao hexa em 2026.
Em entrevista ao ‘Campeão do Mundo com Galvão’, programa apresentado pelo narrador Galvão Bueno e produzido pela N Sport — que está sendo transmitido em TV aberta pelo SBT —, o ex-lateral-esquerdo Branco, tetracampeão pela Seleção Brasileira em 1994, deu um detalhe histórico daquela conquista.

(Foto: Reprodução N Sports)
O atual coordenador de base da CBF protagonizou um dos lances mais espetaculares da história da competição, que desafogou o Brasil de um empate com a Holanda na semifinal. Branco admite que cavou a falta na intermediária, a qual ele mesmo bateu com sua pancada característica.
Nas imagens históricas daquela partida, é nítido ver que o atacante Romário precisou se desviar para não ser acertado pela bola, que fez uma curva em “S” entre o camisa 11 e o marcador holandês, parando no fundo das redes após tocar no pé da trave. O Brasil venceu por 3 a 2 e avançou à decisão, na qual superou a Itália nos pênaltis.
“Deus me deu o momento mais marcante da minha vida. Se tivesse VAR, não teriam marcado aquela falta. Ficava me perguntando como faríamos um gol naquele goleiro com aquele tamanho. Ironicamente, bati um chute de mais de 30 metros e o Romário estava na trajetória. Se não sai da frente, ele estaria morto, não seria senador hoje e o Brasil não seria campeão do mundo”, brinca Branco ao explicar o contexto do gol salvador.
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Tetracampeão também sonha com o hexa
Branco também relembrou as eliminações nas Copas anteriores (1986 e 1990), nas quais também esteve presente. Como faz parte do staff da CBF, ele contou como é o dia a dia ao lado do técnico Carlo Ancelotti e como tem ajudado a “Amarelinha” a buscar a sexta estrela.
“Sou um cara muito na minha, o Carlo é um amigo. Às vezes, ele me liga e fala para almoçarmos juntos. Já o ajudo nessa hora, trocamos algumas ideias, trabalhamos juntos no Departamento de Seleções, ele vai na minha sala ou eu vou na dele. Já estou ajudando da minha maneira de ser, não preciso estar dentro do vestiário, até porque vestiário é sagrado para todo treinador, é o momento de concentração total”, conta.
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