A manicure Beatriz Nolasco afirmou ter reconhecido o corpo decapitado do sobrinho, Yago Ravel Rodrigues, de 19 anos, em um vídeo divulgado nas redes sociais após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.
Segundo ela, o jovem, que trabalhava como mototaxista, não tinha marcas de tiros nem envolvimento com o tráfico.
A operação, considerada a mais letal da história do estado, deixou 119 mortos, sendo 115 suspeitos e quatro agentes de segurança, além de 113 presos e 118 armas apreendidas.
A manicure Beatriz Nolasco, moradora do Complexo do Alemão, afirmou nesta quarta-feira (29) ter reconhecido o corpo decapitado do sobrinho, Yago Ravel Rodrigues, de 19 anos, em um vídeo que circula nas redes sociais.
Segundo ela, o jovem, que trabalhava como mototaxista, não tinha marcas de tiros no corpo.
“Arrancaram a cabeça dele e deixaram na mata”, disse emocionada.
Beatriz esteve no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Centro do Rio, junto a outros familiares de vítimas da megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, ação considerada a mais letal da história do estado, com 119 mortos, entre eles quatro agentes de segurança.
A operação, planejada durante 60 dias, envolveu o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e resultou em 113 prisões e na apreensão de 118 armas. Policiais construíram um “muro” na área de mata para bloquear rotas de fuga usadas por criminosos do Comando Vermelho, alvo principal da ação.
Na porta do Detran, onde familiares aguardavam para liberar os corpos, Beatriz se revoltou ao afirmar que o sobrinho não tinha envolvimento com o tráfico.
“Ele não tinha passagem pela polícia. Só trabalhava como mototaxista”, declarou.
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