Antes de morrer, o traficante capixaba Alisson Lemos Rocha, conhecido como “Russo” ou “Gordinho do Valão”, teria feito uma revelação surpreendente sobre uma megaoperação policial no Rio de Janeiro. De acordo com informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o criminoso, de 27 anos, foi ferido e levado para um hospital cerca de quatro horas antes do início da operação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio.

Foto: Reprodução
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Antes de morrer, o traficante capixaba Alisson Lemos Rocha, conhecido como “Russo” ou “Gordinho do Valão”, teria feito uma revelação surpreendente sobre uma megaoperação policial no Rio de Janeiro. De acordo com informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o criminoso, de 27 anos, foi ferido e levado para um hospital cerca de quatro horas antes do início da operação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio. Enquanto recebia atendimento médico, ele e outro investigado, Michael Douglas Rodrigues, afirmaram aos policiais que eram integrantes do Comando Vermelho e que haviam deixado a comunidade após receberem um alerta sobre a ação policial, indicando que informações sigilosas teriam vazado antes do início da operação.

A operação, chamada de “Contenção”, resultou em 121 mortos, entre eles quatro policiais. O nome de Alisson chegou a constar na lista de desaparecidos ou mortos, sendo apontado pelo governador Cláudio Castro como chefe do Comando Vermelho no Espírito Santo. No entanto, posteriormente, o nome dele e de outros suspeitos foi retirado dos relatórios oficiais.

O episódio levantou suspeitas sobre possíveis vazamentos dentro das forças de segurança, o que teria permitido a fuga de lideranças do crime organizado. Apesar disso, o secretário da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, negou que tenha ocorrido qualquer vazamento, afirmando que a movimentação intensa de viaturas, blindados e agentes acabou alertando naturalmente os criminosos sobre a ação. Já o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que “para haver investigação, é preciso justa causa”, ressaltando que não há informações oficiais que confirmem o vazamento.

A morte de Alisson, que seria uma das principais conexões entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro dentro da estrutura do Comando Vermelho, expôs a complexidade e o alcance das operações policiais em território fluminense, onde a disputa entre facções, a reação violenta e o envolvimento de criminosos de outros estados tornam o enfrentamento ao tráfico ainda mais desafiador. A revelação feita por ele antes de morrer, se confirmada, pode indicar uma falha grave na inteligência policial e abrir caminho para novas investigações sobre o vazamento de informações estratégicas.

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