As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro desarticularam um ponto de tráfico de drogas que funcionava dentro de uma capela em Petrópolis. O grupo criminoso expulsou os fiéis, descaracterizou o templo e utilizava a área do altar para fins pessoais. Cinco suspeitos foram presos e farto material ilícito foi apreendido no local.
Uma operação integrada entre as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deflagrada na última terça-feira (31), no bairro Bingen, em Petrópolis, revelou um cenário curioso entre violação e criminalidade dentro da Capela São Paulo Apóstolo.
Investigação
As investigações apontam que cinco homens ligados ao CV (Comando Vermelho), ocuparam o templo religioso, convertendo o espaço em moradia particular e ponto estratégico para a comercialização de drogas. Sob o domínio do grupo, a realização de atividades religiosas foi proibida, estabelecendo-se um regime de intimidação contra os moradores da região.
O relatório policial detalha o desrespeito à estrutura da capela, onde os bancos foram removidos para dar lugar a dormitórios improvisados e imagens sacras acabaram amontoadas em um cômodo secundário. Durante a intervenção dos agentes, dois suspeitos foram localizados no presbitério, área onde se situa o altar, que vinha sendo utilizada como dormitório, e, também para fazerem sexo. A cozinha do templo era usada para o preparo de refeições dos criminosos, enquanto o restante do imóvel servia como depósito para substâncias ilícitas, configurando o funcionamento de uma central de distribuição de drogas na região.

Criminosos presos por invadirem igreja e transformar local em ponto de tráfico || Reprodução: Redes Sociais
Apreensão
Durante a ação, os policiais apreenderam 62 cápsulas de cocaína, 25 tabletes de maconha e valores em espécie. O perfil dos detidos revela uma conexão com a criminalidade da Baixada Fluminense, uma vez que dois dos envolvidos eram de Belford Roxo e contavam com o suporte de traficantes locais para se estabelecerem em Petrópolis. Três dos cinco presos já acumulavam passagens pelo sistema penitenciário.
Pronunciamento
Em resposta ao ocorrido, a Diocese de Petrópolis emitiu uma nota oficial lamentando a violação do espaço e o impacto sofrido pela comunidade local. A instituição reafirmou que, apesar da gravidade dos episódios e da violência imposta pelo grupo, manterá o compromisso com as atividades de evangelização e a assistência aos fiéis.
O caso segue sob a responsabilidade das autoridades, que agora avaliam o histórico dos detidos e a extensão dos danos ao patrimônio religioso.
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