Um desabamento no centro de Madrid deixou quatro mortos, incluindo três trabalhadores da obra e uma funcionária da empresa responsável pela reforma. Os bombeiros concluíram na madrugada desta quarta-feira o resgate das duas últimas vítimas. A investigação judicial avalia se a sobrecarga do sexto andar contribuiu para o colapso, enquanto a construtora nega trabalhos na cobertura.

Serviços de emergência atuam no local onde um prédio desabou em Madri - Foto: reprodução/ Zhang Yuheng /Xinhua
Serviços de emergência atuam no local onde um prédio desabou em Madri - Foto: reprodução/ Zhang Yuheng /Xinhua

Os bombeiros finalizaram, na madrugada desta quarta-feira (8), os trabalhos de resgate no edifício desabado no centro de Madri, após recuperarem os corpos das duas últimas pessoas que permaneciam desaparecidas. Por volta das 2h26, os profissionais conseguiram retirar os dois últimos cadáveres, totalizando quatro mortes no incidente: três homens que trabalhavam na obra, em andamento há cerca de quatro meses, e uma funcionária da empresa responsável pela reforma. Não há indicativos de que mais pessoas estejam presas sob os escombros.

Segundo informou nesta manhã o prefeito de Madrid, José Luis Martínez Almeida, uma hipótese considerada pela investigação judicial é que o sexto andar estava sobrecarregado, embora ele tenha ressaltado que “é cedo para confirmar”. A empresa construtora, entretanto, negou que houvesse trabalhos naquela parte da cobertura.

O chefe de plantão dos Bombeiros de Madrid, Miguel Seguí, declarou que o desabamento pode ter ocorrido devido a “um conjunto de fatores relacionados às atividades que estavam sendo realizadas” na reforma do edifício, que estava fechado há alguns anos.

O incidente aconteceu quando o piso da cobertura do quinto andar, que sustentava o terraço do sexto, desabou até o térreo, provocando o trágico acidente.

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