Uma mulher de 35 anos foi presa suspeita de matar uma travesti a facadas em uma casa de prostituição na Serra, Espírito Santo. O crime aconteceu em 2022 e foi motivado por um furto de celular. A suspeita desferiu 17 golpes de facão contra a vítima, identificada como Milena, e fugiu. Ela foi flagrada por câmeras de segurança, mas usava roupas masculinas, o que dificultou o reconhecimento.
Uma mulher identificada como Luciana Coutinho da Costa, de 35 anos, foi presa suspeita de matar uma travesti com 17 golpes de facão em uma casa de prostituição, no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, Grande Vitória (ES). O crime aconteceu em setembro de 2022, mas a prisão ocorreu apenas no último dia 12 de setembro deste ano, quase três anos depois.
A vítima, identificada como Milena, de 23 anos, foi atacada em plena rua após uma discussão motivada por um furto de celular. Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), o aparelho teria sido levado de um cliente da vítima, dentro de uma casa de prostituição administrada pelo namorado da suspeita.
De acordo com as investigações, Luciana vestiu roupas masculinas, calça e blusa pretas, além de um boné, no momento do crime, o que dificultou a identificação pelas imagens de segurança.
“Embora ela estivesse se vestindo com roupas masculinas, dá para observar que é uma mulher. Tivemos uma enorme dificuldade em identificá-la, até porque ela era muito temida na região”, afirmou o delegado Rodrigo Sandi Mori, da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra.
Nas câmeras, Milena aparece caminhando pela rua quando é surpreendida pela agressora. Ela tenta fugir, mas cai após ser golpeada e morre no local.
Segundo o inquérito, Luciana teria se irritado com o furto do celular por temer que a presença da polícia prejudicasse o funcionamento da casa de prostituição de seu companheiro. Antes do ataque, ela prendeu o cabelo, pegou um facão e saiu à procura da vítima. Ao encontrá-la, desferiu 13 golpes no tórax e nas costas, e depois mais quatro no rosto e na cabeça.
“Após desferir os 17 golpes, a suspeita ainda arrastou o corpo da vítima por alguns metros, tentando tirá-lo da rua. Mas desistiu e o deixou ali mesmo”, relatou o delegado.
Luciana foi indiciada por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Ela nega envolvimento no crime, mas foi reconhecida por testemunhas que frequentavam a região.
A suspeita já tinha passagens por furto e tráfico de drogas e agora está presa em um presídio da Grande Vitória, onde responde a uma ação penal pelo assassinato.
