Dois casos graves reacenderam o alerta sobre os riscos dos “desafios do TikTok”. Um jovem de 17 anos perdeu a vida e uma garota de 20 sofreu lesões permanentes na cabeça ao tentar seguir as tendências da plataforma, na Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Dois casos graves reacenderam o alerta sobre os riscos dos “desafios do TikTok”. Um jovem de 17 anos perdeu a vida e uma garota de 20 sofreu lesões permanentes na cabeça ao tentar seguir as tendências da plataforma, na Pensilvânia, nos Estados Unidos.
No primeiro caso, David Nagy, de 17 anos, morreu ao bater contra um carro estacionado enquanto gravava um vídeo para a rede social. A investigação apontou que um amigo, também de 17 anos, teria amarrado uma mesa dobrável, de cabeça para baixo, na traseira do carro e a arrastado pelo estacionamento da Freedom High School, enquanto a vítima permanecia sentada sobre a estrutura. O jovem que conduzia o veículo foi acusado de homicídio culposo.
O segundo episódio aconteceu em março deste ano. Segundo a polícia, uma jovem de 19 anos conduzia um carro em um estacionamento de Bethlehem Township enquanto a amiga, de 20, “surfava” no porta-malas. A passageira foi arremessada e sofreu ferimentos descritos como “catastróficos”, com sequelas permanentes. A motorista foi indiciada por agressão agravada e por conduzir de forma imprudente.
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (23), o promotor do Condado de Northampton, Stephen Baratta, classificou os atos como um “uso perigoso e irresponsável de veículos em supostos desafios acrobáticos”. Ele ressaltou que, apesar da falta de intenção criminosa, as práticas resultaram em consequências devastadoras.
O TikTok, por sua vez, afirmou em nota que remove conteúdos que incentivem comportamentos de risco e que pesquisas relacionadas ao “table surfing” (nome dado ao desafio) agora redirecionam usuários para uma página de conscientização sobre segurança online.
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