A Polícia Federal (PF) revelou nesta quarta-feira (20) o conteúdo de mensagens de WhatsApp que expõem uma intensa briga familiar entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Polícia Federal (PF) revelou nesta quarta-feira (20) mensagens de WhatsApp em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) xinga o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de “VTNC” e “ingrato do caralho”. A briga familiar teria sido motivada por uma declaração de Jair Bolsonaro em entrevista, na qual ele questionou a “maturidade” do filho para a política, em meio à troca de farpas de Eduardo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Vou dar mais uma porrada nele para ver se você aprende”
A declaração de Jair Bolsonaro irritou profundamente o filho, que respondeu com ameaças e palavrões. Eduardo afirmou que estava disposto a dar “mais uma porrada” em Tarcísio para “ver se o pai aprendia”.
“Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio, mas graça [sic] aos elogios que vc fez a mim no Poder 360 estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, para ver se vc aprender [sic]. VTNC SEU INGRATO DO CARALHO!”, escreveu o deputado.
A briga também envolveu as articulações políticas de Eduardo nos Estados Unidos. O deputado, segundo a PF, tentava buscar retaliações para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro.
“Se o IMATURO do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VC ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fuder é vc. E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA PORRA AQUI”, ameaçou Eduardo, cobrando mais responsabilidade do pai.
No dia seguinte, no entanto, o deputado enviou uma mensagem de desculpas, admitindo que havia “pegado pesado” e que estava “puto” no momento em que escreveu os recados.

Pai e filho indiciados pela PF
A divulgação das mensagens ocorreu no mesmo dia em que Jair e Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela PF. Ambos são acusados de coação no processo do golpe de Estado, no qual o ex-presidente é réu e apontado como líder de uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As investigações também indicam que a dupla estaria tentando abolir o Estado democrático de direito, com articulações junto a autoridades norte-americanas.
