A megaoperação da polícia no Rio de Janeiro resultou em 132 mortes e 113 prisões envolvendo membros da facção Comando Vermelho (CV). O principal alvo da ação foi Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, líder da chamada “Tropa do Urso”, que permanece foragido.

‘Tropa do Urso’ ganha destaque em funk que exalta luxo e influência de Doca no CV (Foto: Reprodução/Redes sociais)
‘Tropa do Urso’ ganha destaque em funk que exalta luxo e influência de Doca no CV (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A megaoperação da polícia no Rio de Janeiro resultou em 132 mortes e 113 prisões envolvendo membros da facção Comando Vermelho (CV). O principal alvo da ação foi Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, líder da chamada “Tropa do Urso”, que permanece foragido.

A Tropa do Urso, associada ao CV, é apontada como responsável por múltiplos crimes graves, incluindo homicídios, tortura e ataques a delegacias, com operações violentas em áreas como Duque de Caxias e o Complexo da Penha. Durante a ação policial, Doca conseguiu fugir e segue foragido, mas sua ideologia continua a circular pelas vielas dos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.

Nas redes sociais, a música viral “Pra mulher que merece” exalta membros da facção e a ostentação de presentes a suas companheiras. Um trecho da letra diz:

“Tropa do Urso está te dando o iPhone 16 Pro Max, pra mulher que merece…”
O conteúdo também foi compartilhado por MC Oruam, filho do traficante Marcinho da VP.

A exaltação dos criminosos também é visível nos bailes funk da região. Um dos mais conhecidos é o “Baile dos Crias”, realizado no Complexo da Penha, que atrai milhares de pessoas, incluindo traficantes, usuários de drogas e moradores da comunidade.

A operação, considerada por muitos a maior da história do Rio de Janeiro, foi organizada pelo governo estadual e contou com a participação de diversas forças policiais, incluindo Polícia Civil, Polícia Militar e unidades especiais, em uma tentativa de frear o avanço territorial do CV e desarticular sua logística. Segundo o Ministério Público, a ação se tornou a mais letal já registrada no estado.

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