O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que houve “grandes avanços” com a Rússia para um acordo de paz na Ucrânia, antes de uma reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus. A declaração, feita em sua rede social, contrasta com a falta de resultados concretos da cúpula anterior com Vladimir Putin. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou para a possibilidade de “novas sanções” caso as negociações falhem, enquanto o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, alegou que a Rússia fez “algumas concessões” territoriais.

Trump destaca ‘grandes avanços’ com a Rússia antes de reunião com Zelensky

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou neste domingo (17) “grandes avanços” nas negociações com a Rússia para um acordo de paz na Ucrânia. A declaração ocorre pouco antes de uma reunião crucial, agendada para segunda-feira na Casa Branca, com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, e seus aliados europeus. “Grandes avanços com a Rússia! Fiquem atentos!”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Otimismo nas negociações

O otimismo de Trump contrasta com o resultado da recente cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, que terminou sem anúncios concretos para o fim da guerra. No entanto, o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, demonstrou confiança na próxima rodada de conversas.

“Espero que tenhamos uma reunião produtiva na segunda-feira, que alcancemos um consenso real e que possamos voltar a conversar com os russos, impulsionar este acordo de paz e concretizá-lo”, disse Witkoff.

Concessões e ameaças

Segundo Witkoff, Moscou fez “algumas concessões” territoriais durante a cúpula no Alasca, com uma “discussão importante sobre Donetsk”. Atualmente, o Exército russo ocupa cerca de 20% do território ucraniano em quatro regiões, além da Crimeia.

Ao mesmo tempo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou que o país pode impor “novas sanções” à Rússia caso as negociações falhem. “Se não chegarmos a um acordo em algum momento, haverá consequências. Não apenas as consequências de a guerra continuar, mas também as consequências de todas as sanções serem mantidas e, potencialmente, haver novas sanções”, afirmou.

A reunião na Casa Branca contará com a presença de líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Vídeos curtos

Mais lidas