Em entrevista coletiva após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, o presidente Donald Trump exaltou, neste sábado (3), a operação que capturou e prendeu Nicolás Maduro. Além de dar detalhes sobre a ação, ele foi claro ao afirmar que os EUA irão administrar a Venezuela temporariamente, “até que haja uma transição justa” e até que “a infraestrutura seja reconstruída”.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela. Nós faremos o povo da Venezuela rico, independente e seguro“, declarou Trump no pronunciamento.
Trump também anunciou que petroleiras norte-americanas começarão a atuar em solo venezuelano.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país. Eles [venezuelanos] roubaram o nosso petróleo”, declarou.
Questionado se a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, seria colocada no poder pelos EUA, Trump desconversou. “Ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela”. “Tem a vice-presidente (Delcy Rodríguez) também”, afirmou.
Elogios à operação que prendeu Maduro
Sobre a operação de captura de Maduro e de sua esposa, Trump destacou que foi “ataque espetacular, que as pessoas não viam desde a Segunda-Guerra”. O norte-americano classificou a ação como histórica.
“O que eu vi ontem à noite foi muito impressionante, uma das exibições mais eficazes do poder americano. Nenhum americano foi assassinato. Usamos muitos helicopteros e aviões, e nenhum equipamento foi perdido. E ninguém foi morto, o que é o mais importante”, destacou.
Detalhes da captura de Maduro
Segundo Trump, Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados em Caracas pelos agentes que participavam do ataque dos EUA à Venezuela.
Ambos foram então levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos EUA que estavam posicionados no mar do Caribe desde o fim do ano passado.
O presidente dos EUA acrescentou que o ataque à Venezuela estava previsto para ocorrer há quatro dias, mas foi adiado por causa de condições climáticas.
Trump também acrescentou que chegou a falar com Maduro uma semana atrás, quando o venezuelano supostamente tentou negociar uma saída pacífica do poder. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse.
Capital da Venezuela amanhece comemorando prisão de Maduro
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