Donald Trump declarou que uma operação militar na Colômbia é uma possibilidade real após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela. O presidente americano acusou Gustavo Petro de conivência com o narcotráfico, enquanto o Departamento de Estado foca na imposição de uma quarentena do petróleo para controlar a economia venezuelana.
O cenário geopolítico na América Latina enfrenta um momento de extrema tensão após as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No último domingo (04), a bordo da aeronave oficial Air Force One, o líder republicano indicou que uma nova intervenção militar, desta vez com foco na Colômbia, é uma alternativa sob consideração de seu governo. O pronunciamento ocorre menos de 48 horas após forças norte-americanas capturarem Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela.
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Críticas ao governo de Gustavo Petro
Trump direcionou críticas contundentes ao atual presidente colombiano, Gustavo Petro, a quem descreveu como um líder incapacitado. O presidente americano acusou a gestão de Petro de incentivar a produção e a exportação de cocaína para o território dos Estados Unidos, afirmando que tal prática não será mais tolerada.
Ao ser questionado por jornalistas se os Estados Unidos estariam dispostos a realizar uma incursão militar em solo colombiano, Trump foi direto ao afirmar que a ideia é vista com bons olhos pela Casa Branca. Além da Colômbia, o México e Cuba também foram alvos de seus comentários, com o presidente enfatizando que o governo mexicano precisa de uma reorganização urgente e que a situação política em Cuba caminha para um colapso iminente.
A transição de poder em solo venezuelano
Enquanto o governo norte-americano projeta novas ações na região, a Venezuela tenta se organizar sob uma liderança provisória. Com a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, a vice-presidente Delcy Rodríguez foi nomeada presidente interina pelo Tribunal Supremo de Justiça. O objetivo declarado da corte é manter a continuidade administrativa e a defesa da nação durante este período de instabilidade.
As Forças Armadas venezuelanas, por meio do ministro da Defesa, Vladimir Padrino, manifestaram apoio à nomeação de Rodríguez por um período de 90 dias. Donald Trump, por sua vez, declarou que os Estados Unidos exercem o comando sobre o país neste momento de transição, embora tenha evitado detalhar como se dará a interlocução direta com a nova liderança interina em Caracas.
Divergências estratégicas sobre a administração do petróleo
Apesar das declarações assertivas de Trump sobre o controle da Venezuela, o secretário de Estado, Marco Rubio, buscou adotar uma postura mais moderada durante entrevista concedida à rede CBS. Rubio esclareceu que o papel americano não será de gestão direta do cotidiano administrativo do país vizinho, mas sim de manutenção de uma severa quarentena sobre a indústria petrolífera.
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O secretário explicou que a estratégia consiste em utilizar o controle sobre o fluxo de óleo como instrumento de pressão política. A meta é garantir que a gestão dos recursos naturais beneficie a população e que as rotas de tráfico de entorpecentes sejam interrompidas.
O posicionamento visa refinar a fala do presidente, sugerindo que o comando mencionado por Trump se refere ao controle econômico e estratégico das exportações venezuelanas.
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