O governo de Donald Trump anunciou novas diretrizes que permitem barrar a entrada de estrangeiros com doenças como obesidade, hipertensão e depressão. A medida, enviada pelo Departamento de Estado a embaixadas e consulados, aplica-se a vistos de imigrantes e busca evitar que estrangeiros se tornem dependentes de benefícios públicos nos Estados Unidos.
O governo de Donald Trump, que vem intensificando políticas de restrição à imigração, passará a avaliar também condições de saúde de estrangeiros que solicitam vistos para morar nos Estados Unidos. Doenças como hipertensão, diabetes e obesidade poderão ser usadas como justificativa para negar a entrada no país.
A nova diretriz foi enviada pelo Departamento de Estado dos EUA a embaixadas e consulados em todo o mundo, segundo a agência Associated Press, que teve acesso ao documento na terça-feira (11).
De acordo com o texto, os funcionários consulares deverão fazer uma análise mais ampla dos candidatos, levando em consideração fatores como idade, saúde, estado civil, finanças, educação, histórico de uso de benefícios públicos e até o domínio do inglês.
Entre as condições médicas listadas estão doenças crônicas, obesidade, hipertensão, distúrbios cardiovasculares, metabólicos e neurológicos, além de depressão, ansiedade e outras condições mentais que possam demandar alto custo de tratamento.
Apesar disso, o documento destaca que essas condições não serão fator de exclusão automática, devendo ser analisadas em conjunto com outros critérios, como comprovação de renda e tipo de visto solicitado.
Novas regras serve apenas para vistos de imigrantes
As novas regras devem se aplicar apenas a vistos de imigrantes — aqueles que buscam residência permanente nos EUA — e não a vistos de curta duração, como os de turismo (B-2) ou visitas médicas.
Segundo o advogado de imigração Steven Heller, a diretriz muda a forma como os pedidos são analisados. “Eles estão recebendo autorização para usar a ‘totalidade das circunstâncias’ como uma espada, em vez de um escudo”, afirmou.
O Departamento de Estado justificou a medida como uma forma de “priorizar os interesses do povo americano” e evitar que o sistema de imigração se torne um “fardo para o contribuinte”. Atualmente, os solicitantes já são obrigados a informar dados médicos e históricos de uso de drogas ou álcool, mas a análise era restrita a doenças transmissíveis.
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