A morte de um homem durante uma operação contra imigrantes ilegais em Minneapolis gerou forte reação do presidente Donald Trump neste sábado. Em publicação nas redes sociais, ele defendeu a atuação dos agentes federais e acusou autoridades locais de incitarem uma insurreição. O episódio aprofundou o confronto político entre o governo federal e líderes do estado de Minnesota.

Donald Trump durante discurso na abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, afirmando que é necessário um acordo significativo com o Irã para evitar conflito. Foto: Daniel Torok/Official White House Photo.
Donald Trump durante discurso na abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, afirmando que é necessário um acordo significativo com o Irã para evitar conflito. Foto: Daniel Torok/Official White House Photo.

A morte de um homem baleado durante uma operação contra imigrantes ilegais em Minneapolis, neste sábado (24), provocou nova escalada de tensão entre o governo federal dos Estados Unidos e autoridades locais.

Poucas horas após o ocorrido, o presidente Donald Trump utilizou sua rede social, a Truth Social, para defender a atuação dos agentes federais e acusar líderes do estado de Minnesota de “incitarem insurreição”.

Na publicação, Trump compartilhou a imagem de uma pistola calibre 9 milímetros. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, a arma estaria com o homem que se aproximou de patrulheiros da fronteira durante a operação. Ainda de acordo com o órgão, os agentes reagiram com “tiros defensivos”.

No entanto, um vídeo registrado por testemunhas e analisado quadro a quadro pelo jornal The New York Times contradiz a versão oficial. Conforme a apuração do jornal, o homem segurava um telefone celular quando foi derrubado no chão e baleado pelos agentes.

Versão da polícia de Minneapolis

A polícia de Minneapolis informou que a vítima era cidadã americana, moradora da cidade e possuía autorização legal para porte de arma. Mesmo assim, o governo federal afirmou que ele carregava uma pistola e dois carregadores no momento da abordagem.

Atualmente, patrulheiros da fronteira atuam em conjunto com agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). No post, Trump questionou a ausência da polícia local durante a ação e responsabilizou o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador do estado, Tim Walz.

“Onde estava a polícia local? Por que não foram autorizados a proteger os oficiais do ICE?”, escreveu o presidente. Trump também afirmou que mais de 12 mil imigrantes ilegais foram presos em Minnesota, muitos deles, segundo ele, com histórico de violência.

Para o presidente, Frey e Walz “estão incitando insurreição com uma retórica perigosa, arrogante e irresponsável”.

Respostas sobre a operação

Em resposta, o governador Tim Walz classificou o episódio como “mais um ataque a tiros atroz” envolvendo agentes federais. Segundo ele, o caso ocorre apenas duas semanas após outro tiroteio que matou uma cidadã americana durante operação de imigração no estado.

“Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, declarou Walz em uma rede social.

Já o prefeito Jacob Frey pediu publicamente o encerramento das operações de imigração na cidade. “Presidente Trump, este é um momento que exige liderança. Coloque Minneapolis e os Estados Unidos em primeiro lugar. Vamos restaurar a paz e encerrar esta operação”, afirmou.

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