A ação movida contra a Globo inclui pedidos por danos morais, quebra de contrato e materiais, além da anulação da rescisão do vínculo com o reality. Os advogados pedem uma indenização de aproximadamente R$ 4,2 milhões, valor próximo ao prêmio estimado para o vencedor da edição.
Após entrar com uma ação contra a TV Globo, solicitando uma indenização de R$ 4 milhões, a defesa de Pedro Espíndola, ex-participante do BBB 26, disse à coluna de Fabia Oliveira do Metrópoles que a emissora tinha ciência das questões psiquiátricas do vendedor. Segundo os advogados, a produção teria sido negligente ao desconsiderar solicitações da família para a retirada de Pedro do programa.
Pedro Espíndola deixou o BBB 26 ainda na primeira semana de confinamento, após ser acusado de importunação sexual contra a participante Jordana, ao tentar forçar um beijo dentro da despensa. Atualmente, ele permanece internado em um hospital psiquiátrico.
Durante a entrevista, a defesa de Pedro afirmou que o vendedor possui laudos psiquiátricos desde 2023, que comprovam sua condição de saúde, e que a TV Globo tinha conhecimento desses documentos antes de incluí-lo no programa. Apesar disso, a emissora manteve a decisão de permitir sua participação no reality.
“Nós temos um laudo médico dele de 2023, e a Globo estava ciente desse documento”, afirmou a advogada Niva Maria, que representa Pedro. “Entendo que a emissora deveria ter agido com mais responsabilidade. Eles sabiam que ele era dependente químico e tinham conhecimento do laudo psiquiátrico”, acrescentou.
Defesa acusa TV Globo de negligência
A defesa também afirmou que a TV Globo agiu com negligência ao mantê-lo no confinamento, mesmo após alertas da família. Segundo os advogados, mensagens anexadas ao processo mostram que parentes do ex-BBB pediram à emissora que ele fosse retirado da casa por não estar em condições adequadas de saúde.
De acordo com a equipe de defesa, Pedro tinha prescrição médica para uso de medicamentos relacionados aos seus problemas psiquiátricos, mas participou do reality sem levar a medicação necessária.
O processo movido contra a TV Globo, ao qual o Metrópoles teve acesso, inclui pedidos de reparação por quebra de contrato, danos morais e materiais, além da anulação da rescisão do vínculo com o programa. A ação tramita na 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Os advogados solicitam uma indenização de R$ 4,2 milhões, valor próximo ao prêmio do vencedor do BBB 26, estimado em R$ 5,5 milhões. A defesa também afirmou que Pedro não foi ouvido no processo por estar internado em uma clínica de reabilitação no interior do Paraná.
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