A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aprovou a criação de cotas para pessoas trans no ingresso da graduação. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) pelo Conselho Universitário, instância máxima de deliberação da instituição.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aprovou a criação de cotas para pessoas trans no ingresso da graduação. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) pelo Conselho Universitário, instância máxima de deliberação da instituição.
Com a medida, cerca de 2% das vagas da graduação passam a ser destinadas a estudantes trans, o que corresponde a aproximadamente 162 vagas por ano.
A proposta havia sido aprovada anteriormente pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFMG (CEPE), após debates sobre a implementação da política de inclusão. Na ocasião, a discussão envolveu a reserva de cerca de 2% das vagas ou, no mínimo, uma vaga por curso da universidade.
Após essa etapa, o projeto foi encaminhado para avaliação final do Conselho Universitário, que confirmou a criação da nova política de cotas.
Mobilização estudantil
A informação foi divulgada nas redes sociais pelo Diretório Central dos Estudantes da UFMG (DCE), que participou das mobilizações em defesa da proposta.
Segundo representantes estudantis, a medida busca ampliar o acesso ao ensino superior para pessoas trans, grupo que historicamente enfrenta barreiras educacionais e sociais no Brasil.
A Universidade Federal de Minas Gerais é considerada uma das principais instituições públicas de ensino superior do país.
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