Valdemar Costa Neto confirmou que o PL suspendeu o salário de Jair Bolsonaro após a condenação no STF, seguindo a Lei dos Partidos Políticos. O ex-presidente permanece preso desde sábado e teve suas atividades partidárias interrompidas.
O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, confirmou nesta quinta-feira (27) que a legenda foi obrigada a cortar o salário do ex-presidente Jair Bolsonaro, após o encerramento do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).
A atitude foi necessária para se manter em conformidade com a Lei 9096/95, nomeada Lei dos Partidos Políticos, onde um condenado que tenha ligação com algum partido político precisa ter atividades suspensas em decorrência dos direitos políticos suspensos pela Justiça. “Cumpri a Lei”, declarou Valdemar.
Salário de Bolsonaro suspenso
Bolsonaro ocupava o cargo de presidente de honra do partido, posição que lhe garante remuneração bruta mensal de R$ 46.366,19, segundo afirmou Costa Neto anteriormente. O valor corresponde ao salário pago a um deputado federal, compromisso assumido pelo partido.
No entanto, o salário foi vetado junto das atividades do ex-presidente. “Se eu não determino a suspensão do salário do nosso amado presidente Bolsonaro, o partido certamente seria punido com mais uma multa pelo poder judiciário”, disse.
Decisão judicial e cumprimento da pena
Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que apontou risco de fuga e descumprimento do uso de tornozeleira eletrônica.
Na terça-feira (25), o magistrado ordenou o trânsito em julgado da ação penal relacionada à trama golpista e estabeleceu que a pena fosse cumprida na própria Superintendência da PF.