Valdemar Costa Neto confirmou que o PL suspendeu o salário de Jair Bolsonaro após a condenação no STF, seguindo a Lei dos Partidos Políticos. O ex-presidente permanece preso desde sábado e teve suas atividades partidárias interrompidas.

Valdemar Costa Neto confirma corte de salário de Bolsonaro (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
Valdemar Costa Neto confirma corte de salário de Bolsonaro (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, confirmou nesta quinta-feira (27) que a legenda foi obrigada a cortar o salário do ex-presidente Jair Bolsonaro, após o encerramento do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).

A atitude foi necessária para se manter em conformidade com a Lei 9096/95, nomeada Lei dos Partidos Políticos, onde um condenado que tenha ligação com algum partido político precisa ter atividades suspensas em decorrência dos direitos políticos suspensos pela Justiça. “Cumpri a Lei”, declarou Valdemar.

Salário de Bolsonaro suspenso

Bolsonaro ocupava o cargo de presidente de honra do partido, posição que lhe garante remuneração bruta mensal de R$ 46.366,19, segundo afirmou Costa Neto anteriormente. O valor corresponde ao salário pago a um deputado federal, compromisso assumido pelo partido.

No entanto, o salário foi vetado junto das atividades do ex-presidente. “Se eu não determino a suspensão do salário do nosso amado presidente Bolsonaro, o partido certamente seria punido com mais uma multa pelo poder judiciário”, disse.

Decisão judicial e cumprimento da pena

Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que apontou risco de fuga e descumprimento do uso de tornozeleira eletrônica.

Na terça-feira (25), o magistrado ordenou o trânsito em julgado da ação penal relacionada à trama golpista e estabeleceu que a pena fosse cumprida na própria Superintendência da PF.

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