Uma mensagem atribuída a integrantes de uma facção criminosa passou a circular nas redes sociais após a execução do tatuador Leandro Perboni, de 44 anos. O profissional foi assassinado a tiros na tarde de sábado (27), dentro de seu estúdio, em Sorriso.
Uma mensagem atribuída a integrantes de uma facção criminosa passou a circular nas redes sociais após a execução do tatuador Leandro Perboni, de 44 anos. O profissional foi assassinado a tiros na tarde de sábado (27), dentro de seu estúdio, em Sorriso.
Segundo a Polícia Militar, três homens invadiram o estabelecimento, renderam a vítima e, após realizarem uma chamada de vídeo, levaram Leandro para a área externa do imóvel, onde efetuaram diversos disparos.

Tatuador Leandro Perboni, de 44 anos (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Investigação apura possível ligação com organização criminosa
A Polícia Civil investiga uma possível relação entre o homicídio e o tráfico de drogas na região. Entre as linhas de apuração está uma mensagem, datada de 24 de junho, interceptada pelo serviço de inteligência e atribuída a integrantes de uma facção criminosa.
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Segundo os investigadores, o conteúdo do comunicado mencionava que Leandro, identificado pelo apelido “Lia”, era suspeito de ser um “cabrito”, termo utilizado no meio criminoso para se referir a alguém suspeito de repassar informações, drogas ou agir contra os interesses da organização.
Ainda conforme a mensagem, integrantes da facção afirmavam ter recebido informações de que ele teria entregue drogas a uma mulher.
Mensagem dizia que tatuador continuaria sendo monitorado
O texto também relata que integrantes da facção teriam analisado anteriormente o celular de Leandro, mas não encontraram elementos que confirmassem as suspeitas.
Segundo o conteúdo, no aparelho havia apenas conversas relacionadas ao trabalho e à família.
Mesmo assim, a mensagem indicava que o tatuador continuaria sendo monitorado por membros da organização e que sua rotina passaria a ser acompanhada pelo chamado “quadro disciplinar” da facção.
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Vaza suposta mensagem de facção antes da execução de tatuador (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Crime pode ter sido motivado por “tribunal do crime”
A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é que o assassinato tenha sido motivado por um suposto acerto de contas ligado à criminalidade organizada.
Até o momento, as autoridades não confirmaram a autenticidade da mensagem que circula nas redes sociais, e sua relação direta com o homicídio ainda é alvo de investigação.
As diligências continuam para identificar os autores do crime, esclarecer a motivação e verificar se o comunicado interceptado teve participação na execução do tatuador.
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