Um caso de feminicídio em um motel de Paulista, no Grande Recife, revoltou a família da vítima após o vazamento de fotos do corpo em grupos de WhatsApp e redes sociais. O advogado da família de Júlia Ramilly Duarte, de 20 anos, desabafou sobre a falta de respeito com a dor da mãe, que viu as imagens da filha na internet.

Manicure foi encontrada morta em motel e teve fotos divulgadas nas redes sociais
Manicure foi encontrada morta em motel e teve fotos divulgadas nas redes sociais

Um caso de feminicídio em um motel de Paulista, no Grande Recife, revoltou a família da vítima após o vazamento de fotos do corpo em grupos de WhatsApp e redes sociais. O advogado da família de Júlia Ramilly Duarte, de 20 anos, desabafou sobre a falta de respeito com a dor da mãe, que viu as imagens da filha na internet.

“Uma mãe que está dilacerada, uma mãe que não faz nem 24 horas do luto da filha. E a mãe, ao meu lado na delegacia, prestando esclarecimento, ela recebe essa notícia, que está nas páginas do Instagram, nos grupos do WhatsApp, e quase desmaia”, relatou o advogado. Ele classificou o ato como uma “falta de amor no coração” e prometeu buscar justiça contra os responsáveis pelo vazamento.

Prisão do suspeito

Júlia Ramilly foi encontrada morta na manhã de terça-feira (23) por uma camareira em um motel na rodovia PE-22. As câmeras de segurança flagraram o suspeito, um estudante de engenharia de 25 anos, chegando ao local com a vítima e saindo sozinho horas depois, pilotando a mesma moto.

A perícia indicou que a vítima tinha marcas de estrangulamento e que o quarto apresentava sinais de luta. O corpo de Júlia foi encontrado de bruços, com um controle remoto de televisão introduzido em seu ânus.

As imagens de segurança ajudaram a Polícia Militar a identificar e prender o suspeito em seu local de trabalho. O homem, que já tinha passagem por tráfico de drogas e usou tornozeleira eletrônica até o início do ano, negou o crime durante a prisão.

A denúncia do vazamento e as consequências

O advogado da família ressaltou que as fotos vazadas, coloridas e de alta resolução, não partiram da polícia, que produz imagens em preto e branco para investigações. Ele condenou a ação e alertou que quem divulga e compartilha esse tipo de conteúdo está cometendo um crime.

“Quem divulga esse tipo de conteúdo está praticando um crime. Quem compartilha também está praticando um crime. É bom ficar em alerta”, advertiu.

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