A Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro deflagraram uma operação de alto risco para prender Bruno da Silva Loureiro, o “Coronel”, apontado pela família como o traficante que espancou a jovem Sther Barroso dos Santos até a morte. O crime, que chocou o Rio, teria sido motivado pela recusa de Sther em ter relações com ele durante um baile funk em Senador Camará.
A Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro deflagraram uma operação de alto risco para prender Bruno da Silva Loureiro, o “Coronel”, apontado pela família como o traficante que espancou a jovem Sther Barroso dos Santos até a morte. O crime, que chocou o Rio, teria sido motivado pela recusa de Sther em ter relações com ele durante um baile funk em Senador Camará.
Denúncia da família
O corpo de Sther, de 22 anos, foi encontrado desfigurado na porta da casa de sua família na madrugada de domingo (17). O laudo da Polícia Civil confirmou que a jovem morreu de hemorragia e politraumatismo, confirmando a denúncia de seus familiares sobre a brutalidade do crime.
A irmã de Sther, Stefany, desabafou nas redes sociais. “Você não só acabou com a vida da minha irmã quanto da minha família. (…) Covarde desgraçado”, escreveu. A mãe da jovem, Carina Couto, revelou que Sther teve um breve relacionamento com o traficante e que a família havia se mudado de comunidade para tentar fugir das investidas dele. “Tirou a minha filha de mim. Eu não vou aguentar, ela era linda e cheia de planos”, lamentou a mãe.
Quem é o “Coronel”
Apontado pela família como o assassino, Bruno da Silva Loureiro é uma figura perigosa no mundo do crime carioca. Ele é chefe do tráfico no Muquiço, em Guadalupe, e é um dos líderes da facção Terceiro Comando Puro (TCP). O traficante acumula 12 mandados de prisão por crimes como homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

coronel do tráfico no rio
Operação policial
A operação para capturar “Coronel” e outras lideranças do TCP foi recebida com violência pelos criminosos. Eles reagiram com intenso tiroteio, sequestraram ônibus e incendiaram barricadas para tentar impedir o avanço das equipes policiais. Moradores relataram o caos, com passageiros se abrigando no chão de vagões de trem e escolas e unidades de saúde suspendendo o funcionamento. No entanto, o delegado Moysés Santana e o tenente-coronel Marcelo Corbage informaram que os alvos da operação seguem foragidos.
