Amigos e familiares de Yago Ravel Rodrigues Rosário, de 19 anos, conhecido como ‘Ravel do CV‘, divulgaram nas redes sociais que o velório acontecerá nesta sexta-feira (31), às 12h, na Capela Santa Rita de Cássia, no Rio de Janeiro. O sepultamento está previsto para as 15h.
Amigos e familiares de Yago Ravel Rodrigues Rosário, de 19 anos, conhecido como ‘Ravel do CV‘, divulgaram nas redes sociais que o velório acontecerá nesta sexta-feira (31), às 12h, na Capela Santa Rita de Cássia, no Rio de Janeiro. O sepultamento está previsto para as 15h.
De acordo com publicações nas redes, a família ainda não informou se a cerimônia será aberta ao público, mas compartilhou detalhes sobre o evento, incluindo uma arte de divulgação que traz a frase: “Partiu cedo, mas deixou a doçura do seu coração”.
Veja:

Amigos próximos também planejam uma homenagem com motocicletas, lembrando a paixão de Ravel por motos. Segundo conhecidos, o jovem “amava pilotar” e costumava participar de encontros e manobras na comunidade.
A morte de Ravel ocorreu durante a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do estado, com 121 mortos. A certidão de óbito, obtida com exclusividade pelo Bacci Notícias, indica que ele morreu em decorrência de “secção medular cervical, múltiplos ferimentos cortantes e fraturas de ossos da face”, o que aponta para uma decapitação.
Na manhã desta quinta-feira (30), uma cabeça humana foi encontrada próximo à Praça São Lucas, na Penha, local onde dezenas de corpos foram deixados após o confronto. O fragmento foi identificado como sendo de Ravel. Segundo a família, o jovem não tinha envolvimento com o tráfico e trabalhava como mototaxista.
“Meu sobrinho não tinha um tiro no corpo. Arrancaram a cabeça dele”, afirmou Beatriz Nolasco, tia do rapaz.
O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Capital (DHC), que apura se houve excessos durante a operação. O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, negou que os corpos tenham sido mutilados por agentes, afirmando que moradores e criminosos removeram os cadáveres de uma área de mata e os alinharam em praça pública para causar “impacto midiático”.
Curi classificou o ato como “vilipêndio de cadáver” e afirmou que a polícia investiga uma possível fraude processual. Ele também ressaltou que apenas a perícia oficial, acompanhada pelo Ministério Público, poderá determinar se as lesões ocorreram antes ou depois da morte.