O cometa 3I/ATLAS, um dos maiores e mais antigos já registrados, foi recentemente observado emitindo jatos de poeira e gás em direção ao Sol. Detectado em junho de 2025 pelo sistema ATLAS, ele foi confirmado pela NASA como um cometa interestelar, ou seja, originário de outro sistema estelar.
O cometa 3I/ATLAS, um dos maiores e mais antigos já registrados, foi recentemente observado emitindo jatos de poeira e gás em direção ao Sol. Detectado em junho de 2025 pelo sistema ATLAS, ele foi confirmado pela NASA como um cometa interestelar, ou seja, originário de outro sistema estelar.
No dia 2 de agosto, o Telescópio Gêmeo de Dois Metros, no Observatório de Teide, na Espanha, capturou imagens detalhadas do corpo celeste. Os jatos que aparecem nas fotos são formados quando o calor do Sol aquece o núcleo gelado do cometa, fazendo com que o gelo sublime e escape com força. Para compor a imagem final, os astrônomos utilizaram 159 exposições de 50 segundos cada.

Na imagem, a linha lilás indica o jato de poeira e gás do cometa, apontado em direção ao Sol. Divulgação.
Apesar de algumas especulações sobre uma possível origem alienígena, especialistas descartam essa hipótese. Segundo a NASA, o 3I/ATLAS apresenta todas as características de um cometa natural, com destaque apenas para sua velocidade excepcional.
Recentemente, a NASA ativou um protocolo de defesa planetária em razão de comportamentos incomuns do cometa. A decisão se baseou em um comunicado do Minor Planet Center de Harvard, que recomendou aprimorar as técnicas de medição orbital para estudar melhor o corpo celeste. Treinamentos relacionados ao protocolo ocorrerão de 27 de novembro de 2025 a 27 de janeiro de 2026.
O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto interestelar registrado próximo ao Sistema Solar. Ele passou a cerca de 270 milhões de quilômetros da Terra, sem oferecer risco ao planeta, segundo a NASA.
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