Imagens registraram o momento em que o influenciador e empresário Gabriel Spalone, de 29 anos, foi preso no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, na noite deste sábado (27). Ele é apontado como líder de um esquema que movimentou de forma irregular R$ 146 milhões por meio de transferências via Pix.

Influenciador e empresário brasileiro Gabriel Spalone, suspeito de envolvimento em um esquema que desviou R$ 146 milhões via Pix (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Influenciador e empresário brasileiro Gabriel Spalone, suspeito de envolvimento em um esquema que desviou R$ 146 milhões via Pix (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Imagens registraram o momento em que o influenciador e empresário Gabriel Spalone, de 29 anos, foi preso no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, na noite deste sábado (27). Ele é apontado como líder de um esquema que movimentou de forma irregular R$ 146 milhões por meio de transferências via Pix.

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Spalone foi capturado por volta das 22h, assim que desembarcou na capital argentina. O nome dele havia sido incluído horas antes na lista vermelha da Interpol, que reúne procurados em todo o mundo a pedido da Polícia Civil de São Paulo.

Um dia antes, o influenciador chegou a ser retido no Panamá, mas acabou liberado porque, à época, o alerta internacional ainda não havia sido oficializado. Desde a última terça-feira (23), ele era considerado foragido, após a deflagração da Operação Dubai, que já havia resultado na prisão de outros dois suspeitos.

Esquema milionário

De acordo com o Deic, o grupo usava empresas criadas por Spalone para movimentar grandes quantias de forma irregular. As fintechs ofereciam serviços de câmbio, criptomoedas e pagamentos, mas não tinham autorização do Banco Central para operar transferências diretas via Pix.

Para driblar as regras, as empresas faziam o chamado “Pix indireto”, utilizando a infraestrutura de bancos e instituições financeiras habilitadas. Em fevereiro, em menos de cinco horas, foram feitas mais de 600 transferências ilegais a partir de dez contas de um mesmo banco, somando R$ 146 milhões. Parte do valor (cerca de R$ 100 milhões) foi recuperada.

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