Depois de admitir à Polícia Civil que inventou toda a história do sequestro e da bomba falsa que paralisou o Rodoanel por cinco horas, o motorista Dener Laurito dos Santos, de 52 anos, falou brevemente sobre sua situação. Ele disse que está passando por acompanhamento médico e psicológico desde o episódio, mas evitou detalhar os motivos que o levaram a encenar o ataque.
Depois de admitir à Polícia Civil que inventou toda a história do sequestro e da bomba falsa que paralisou o Rodoanel por cinco horas, o motorista Dener Laurito dos Santos, de 52 anos, falou brevemente sobre sua situação. Ele disse que está passando por acompanhamento médico e psicológico desde o episódio, mas evitou detalhar os motivos que o levaram a encenar o ataque.
“Vou ver isso com a minha esposa [sobre falar mais]. Estou passando no médico. Preciso verificar algumas sessões para passar com o psicólogo”, afirmou.
O caminhoneiro também ressaltou que ainda aguarda os laudos toxicológicos, que não ficaram prontos.
A fala de Dener acontece no mesmo dia em que ele confessou ter sido o responsável por montar o artefato falso e por se amarrar sozinho dentro da cabine, simulando o cenário que mobilizou PM, Gate, helicóptero e causou um congestionamento de 40 km.
Confrontado com contradições em depoimento
Segundo a investigação, o depoimento dele só mudou após ser confrontado com contradições do próprio relato e imagens de câmeras de segurança, incluindo o momento em que ele desce do caminhão para urinar e lança uma pedra contra o veículo, ação que, segundo ele, seria parte do “ataque”.
A Secretaria da Segurança Pública confirmou que Dener foi indiciado por falsa comunicação de crime, enquanto a DISE de Taboão da Serra segue analisando o caso para esclarecer completamente o que motivou a encenação e definir a responsabilização criminal.
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