“Penélope”, conhecida também como “Japinha”, morreu em confronto com a polícia durante operação nos complexos do Alemão e da Penha. Considerada figura-chave do Comando Vermelho, ela atuava na linha de frente da facção. A ação deixou 64 mortos e 81 presos.

Veja quem era a ‘Japinha do CV’ morta em megaoperação no Rio

Uma das principais integrantes de linha de frente do Comando Vermelho (CV), identificada pelos apelidos “Penélope” e “Japinha do CV”, morreu durante uma megaoperação policial realizada nessa terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação é considerada a mais letal da história do estado.

De acordo com dados do Ministério Público divulgados nesta quarta-feira (29), 132 pessoas foram mortas nos confrontos. As forças de segurança do Rio falam em 119 mortos.

Japinha foi atingida por um disparo de fuzil após resistir à abordagem e abrir fogo contra os agentes. O tiro atingiu sua cabeça, e ela morreu no local. No momento do confronto, usava roupa camuflada, colete tático e carregadores extras, o que reforça seu papel ativo nas operações armadas da facção.

Apontada como uma das mulheres mais próximas da liderança local do tráfico, Penélope era responsável por proteger rotas de fuga e defender pontos estratégicos de venda de drogas. Seu corpo foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade após horas de tiroteio intenso.

Segundo o governo do estado, a operação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, além de unidades especiais. O objetivo era conter o avanço territorial do Comando Vermelho e desarticular centros de comando e logística da facção.

Moradores relataram uma madrugada de pânico, com helicópteros sobrevoando as comunidades e blindados avançando pelos becos. O som de tiros e explosões se estendeu até o amanhecer, especialmente nas regiões da Grota, Fazendinha e Vila Cruzeiro.

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