Mortas em contextos diferentes, Eveline Passos Rodrigues, a “Diaba Loira”, e a “Japinha do CV” simbolizam a rivalidade entre Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. Eveline deixou o CV, passou a provocar o grupo nas redes e foi morta de forma violenta. Já Japinha, apontada como líder e musa do CV, morreu na megaoperação do Rio, que deixou mais de 120 mortos.

Veja relação entre ‘Japinha’ e ‘Diaba Loira’, mortas defendendo facções

A morte de “Japinha do CV, apontada como integrante de destaque do Comando Vermelho, e de Eveline Passos Rodrigues, conhecida como “Diaba Loira”, voltou a expor a guerra entre facções criminosas no Rio de Janeiro. Ambas ficaram conhecidas pela forte presença nas redes sociais e pelas ligações diretas com o tráfico de drogas em comunidades dominadas pelos grupos.

Eveline Passos Rodrigues, a “Diaba Loira”, era uma figura conhecida nas redes e chegou a integrar o Comando Vermelho. Ela publicava fotos e vídeos ostentando armas, joias e roupas de grife. No entanto, a jovem rompeu com a facção e passou a integrar o Terceiro Comando Puro (TCP), grupo rival. A mudança foi seguida de uma série de provocações ao CV, feitas em publicações nas redes sociais.

De acordo com investigações, a traição e as provocações foram determinantes para sua morte. Eveline foi executada de forma violenta no dia 14 de agosto de 2025, por criminosos ligados ao Comando Vermelho, em uma ação que teria ocorrido em meados de 2023. A execução foi interpretada como uma represália à sua troca de lado e às críticas públicas que ela fazia ao antigo grupo.

Corpo de Diaba Loira após intensa troca de tiros

Já a “Japinha do CV” teve um destino diferente, mas igualmente violento. Considerada uma das principais mulheres da linha de frente do Comando Vermelho, ela ganhou notoriedade como “musa” da facção, publicando fotos e vídeos armada e fazendo postagens provocativas. Segundo a Polícia Civil, ela exercia papel de liderança em áreas controladas pelo CV.

A criminosa foi morta durante a megaoperação policial no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, realizada em  28 de outubro de 2025. A ação, que envolveu forças estaduais e federais, terminou com mais de 120 mortos, tornando-se a operação mais letal da história do estado. Imagens gravadas por moradores mostraram tiroteios intensos e pessoas se escondendo em estabelecimentos comerciais.

A polícia informou que a “Japinha do CV” estava entre os alvos prioritários da operação. De acordo com as investigações, ela participava ativamente da estrutura do Comando Vermelho e mantinha contato direto com chefes do tráfico da região.

As mortes de Eveline Passos e da “Japinha do CV” ilustram a atuação de mulheres em posições de destaque dentro das facções e o uso das redes sociais como instrumento de exibição de poder, o que, em muitos casos, as torna ainda mais visadas em disputas internas.

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