O desaparecimento de Beatriz Winck continua cercado de mistério mais de uma década após o sumiço da idosa durante uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida. Sem pistas concretas desde 2012, a família segue tentando descobrir o que aconteceu com a aposentada, que desapareceu em meio à movimentação de romeiros no complexo religioso.

Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, desaparecida (Foto: Reprodução)
Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, desaparecida (Foto: Reprodução)
Há mais de uma década, o desaparecimento de Beatriz Winck continua cercado de dúvidas e sem respostas definitivas. Em 2012, ela sumiu durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, e o caso passou a ser tratado como um dos mistérios mais intrigantes do país.

O sumiço em excursão a Aparecida que é mistério para família desde 2012 (Foto: Arquivo Pessoal)

Desde então, a rotina do filho dela, João Carlos Winck, mudou completamente. Mesmo após anos sem informações concretas sobre o paradeiro da mãe, ele segue alimentando a esperança de encontrá-la viva. O desaparecimento permanece sem solução e continua mobilizando buscas, relatos e questionamentos sobre o que realmente aconteceu naquele dia.

“Tenho certeza de que ela está viva, com perda de memória em algum lugar, mas me preparo para tudo. Não posso descartar nada. Caso ela esteja morta, quero recolher e trazer para o jazigo da família. Ela tem que estar perto de nós”, contou.

Marido de Beatriz Winck morre sem respostas

O aposentado Delmar Winck morreu aos 95 anos, em novembro de 2025, sem descobrir o que aconteceu com a esposa, Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, desaparecida desde 2012. O sumiço da idosa ocorreu durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida e acabou se tornando um dos casos sem solução mais conhecidos do país.

O casal participava de uma excursão de idosos que havia saído da cidade de Portão, no Rio Grande do Sul. Naquele dia, enquanto faziam compras no complexo religioso, Delmar entrou em uma loja para pagar alguns produtos e pediu que Beatriz aguardasse do lado de fora. Poucos minutos depois, ao retornar, percebeu que ela não estava mais no local.

Em meio à intensa movimentação de romeiros no santuário, estimada em cerca de 200 mil pessoas, Beatriz desapareceu sem deixar rastros. A ausência de câmeras de segurança na área exata onde ela foi vista pela última vez dificultou as investigações, e, mesmo após anos de buscas e apelos da família, nunca houve uma resposta definitiva sobre o paradeiro da idosa.

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Marido relatou dor permanente

Durante a entrevista ao jornal Diário Gaúcho, o marido de Beatriz Winck, Delmar relatou o impacto devastador que a ausência da esposa provocou em sua vida e na rotina da família.

“Fiquei com a minha vida estragada. Não sei que rumo tomar. Tenho filhos e netos, mas me falta um pedaço”, desabafou.

Segundo ele, mesmo cercado pelos filhos e netos, a sensação era de vazio constante desde o sumiço ocorrido no Santuário Nacional de Aparecida. Beatriz era quem organizava os encontros familiares e cuidava das celebrações, sendo considerada o elo principal da família.

Após o desaparecimento, Delmar contou que datas comemorativas passaram a perder o sentido. Para ele, reunir a família para festas e comemorações enquanto não sabia o que havia acontecido com a esposa causava desconforto e tristeza, como se a ausência dela estivesse sendo ignorada.

O sumiço em excursão a Aparecida que é mistério para família desde 2012 (Foto: Arquivo Pessoal)

Buscas em Aparecida

Delmar Winck permaneceu em Aparecida acompanhando as buscas pela esposa por 49 dias, ele afirmou ter enfrentado dificuldades e falta de acolhimento por parte de instituições da região.

Em entrevistas concedidas na época, o aposentado relatou que sentia que a permanência da família incomodava autoridades locais.

“Havia pressão. Somos um incômodo. Tenho a impressão de que gostariam que já tivéssemos saído. Temos um fato negativo que talvez pensassem que iria prejudicar o Santuário ou a própria cidade”, contou na época.

Abalado, Delmar disse acreditar que havia um desejo para que a família deixasse o local o quanto antes. Enquanto tentava encontrar pistas sobre o desaparecimento de Beatriz, ele percorreu hospitais, casas de repouso e outras instituições em diferentes municípios do interior paulista, mas, segundo relatou, nunca recebeu informações concretas sobre o paradeiro da esposa.

Mesmo após semanas de buscas e insistência da família, as respostas das autoridades permaneciam as mesmas: não existiam novidades capazes de esclarecer o mistério envolvendo o desaparecimento da idosa.

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