Uma mulher de 28 anos foi resgatada de helicóptero na tarde dessa quinta-feira (20), cerca de seis horas após fraturar o pé durante uma trilha na Serra do Ererê, em Triunfo Potiguar, no RN.
Uma mulher de 28 anos foi resgatada de helicóptero na tarde dessa quinta-feira (20), cerca de seis horas após fraturar o pé durante uma trilha na Serra do Ererê, em Triunfo Potiguar, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A área é considerada de difícil acesso e apresentou obstáculos que impediram o transporte terrestre da vítima.
O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado por volta das 9h. As equipes se deslocaram ao local, mas levaram aproximadamente três horas para localizar a mulher em meio à vegetação fechada, formada por pedras, buracos e trechos íngremes que dificultavam o uso de prancha de resgate. Diante do cenário, foi solicitado o apoio do helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Acidente durante a trilha
Segundo os bombeiros, a vítima realizava a trilha acompanhada do marido, de 37 anos. O casal iniciou o percurso entre 6h e 7h e, durante o trajeto, a mulher tentou atravessar uma cerca de arame farpado, escorregou e acabou fraturando o pé.
Após o acidente, o homem retornou a pé até a zona urbana de Triunfo Potiguar para pedir ajuda. A motocicleta utilizada pelo casal havia sido deixada em um ponto anterior ao início da trilha.
Operação de resgate
O helicóptero Potiguar 01 decolou de Natal no início da tarde e levou cerca de 50 minutos para chegar à Serra do Ererê. A equipe aeromédica assumiu o atendimento no local, estabilizou a vítima e realizou a remoção aérea por volta das 15h.
De acordo com os socorristas, apesar da fratura, o caso não era considerado grave. No entanto, a mulher apresentava sinais de desidratação, em razão do calor e do tempo prolongado até o resgate. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Assú, onde permaneceu sob cuidados médicos.
Acesso restrito
A Serra do Ererê fica a cerca de 20 quilômetros da zona urbana de Triunfo Potiguar e é classificada como área de acesso restrito. Segundo os bombeiros, o terreno acidentado e a mata fechada inviabilizaram qualquer tentativa segura de deslocamento por via terrestre, tornando o resgate aéreo a única alternativa para garantir o atendimento adequado à vítima.
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