O corpo de Gerson de Melo Machado (19), morto após invadir o recinto de uma leoa no zoológico de João Pessoa, foi sepultado na segunda-feira, 1º de dezembro, no Cemitério do Cristo, com a presença apenas da mãe e de uma prima.
O corpo de Gerson de Melo Machado (19), morto após invadir o recinto de uma leoa no zoológico de João Pessoa, foi sepultado na segunda-feira, 1º de dezembro, no Cemitério do Cristo, com a presença apenas da mãe e de uma prima. O funeral curto evidenciou uma trajetória de abandono e falhas sucessivas na rede de proteção do jovem.
Sepultamento ocorreu com presença restrita
A cerimônia ocorreu de forma discreta. A mãe, Maria da Penha Machado, esteve no Instituto de Medicina Legal para reconhecer o corpo antes do enterro. Ela perdeu o poder familiar há mais de dez anos em razão de um quadro de esquizofrenia. Além dela, somente uma prima acompanhou o sepultamento.
História marcada por abandono e falta de assistência
A despedida breve reflete a vida de Gerson, conhecida por sucessivos episódios de vulnerabilidade, ausência de acompanhamento adequado e transtorno mental não tratado. O caso reacendeu o debate sobre a falta de suporte a jovens com diagnóstico psiquiátrico e sobre a atuação da rede de proteção diante de situações de risco prolongado.