O comércio de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro projeta crescimento moderado nas vendas de Natal, impulsionado pelo 13º salário, turismo e consumo mais planejado. Em São Paulo, a estimativa é de R$ 30,8 bilhões injetados na economia. BH espera alta de 0,9% e o Rio prevê crescimento de até 5%, com destaque para lojas físicas e shoppings.

endas devem aumentar nas capitais brasileiras, de acordo com entidades do comércio  - Foto: Reprodução
endas devem aumentar nas capitais brasileiras, de acordo com entidades do comércio - Foto: Reprodução

Mesmo com parte dos consumidores deixando as compras para os últimos dias antes do Natal, o comércio de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro projeta um crescimento moderado, porém positivo, nas vendas de fim de ano. A expectativa do setor é impulsionada principalmente pelo pagamento do 13º salário, pelo aumento do fluxo de turistas e por um consumidor mais cauteloso e planejado.

Em São Paulo, a estimativa é de que o 13º salário injete cerca de R$ 30,8 bilhões na economia paulista. Apesar do cenário de juros elevados, a expectativa é de crescimento moderado, com destaque para os setores de moda, calçados, brinquedos, cosméticos, decoração, alimentos, bebidas e serviços. Segundo o Sindilojas-SP, as compras não devem se concentrar apenas no Natal e devem se estender até janeiro. “O brasileiro sempre deixa pra última hora. Na segunda quinzena, a movimentação é sempre maior”, afirmou o presidente do Sindilojas-SP, Aldo Macri.

Já em Belo Horizonte, a Câmara de Dirigentes Lojistas estima que o Natal movimente R$ 2,55 bilhões, um crescimento de 0,9% em relação a 2024. A preferência segue pelo comércio físico: 82,6% dos consumidores pretendem comprar em lojas presenciais, principalmente em shoppings e lojas de rua. O tíquete médio deve ficar em R$ 467, com roupas, brinquedos, calçados e cosméticos liderando a lista de presentes.

O presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, destaca que o consumidor está mais cauteloso. “Neste mês de dezembro, os consumidores estão pesquisando mais, olhando mais na internet, no digital, mas efetivando as compras nas lojas físicas. Foi isso que nossa pesquisa detectou”, explicou.

No Rio de Janeiro, CDLRio e SindilojasRio projetam crescimento de até 5% nas vendas natalinas, além de um aumento entre 2% e 3% nas vendas relacionadas às festas de Ano Novo, na comparação com o ano passado. A expectativa está ligada ao aumento do turismo na capital fluminense. “A estimativa de aumento das vendas de até 3% está baseada no aumento do fluxo de turistas no Rio de Janeiro, que vem batendo recorde, e em dados da prefeitura que indicam que mais de dois milhões de pessoas deverão aproveitar os festejos na Praia de Copacabana”, afirmou Aldo Gonçalves, presidente das entidades.

Nos shoppings da capital paulista, o aquecimento típico do período já é perceptível. Segundo Carlos Alcântara, superintendente do Shopping Eldorado, a expectativa é de desempenho positivo. “O tíquete médio apresentou aumento e, no shopping, em dezembro deste ano, está em torno de R$ 1.200. Observamos que os consumidores têm diversificado suas escolhas entre presentes tradicionais e experiências, como passeios, jantares e atividades de lazer”, afirmou.

Ainda de acordo com o empreendimento, os segmentos que mais se destacam neste período são moda, perfumes e cosméticos, calçados, brinquedos e acessórios. Roupas lideram a procura, seguidas por perfumes e cosméticos, calçados e brinquedos. Também há uma demanda crescente por presentes infantis, já que 58% das famílias pretendem presentear crianças neste Natal, segundo dados da CNDL.

Vídeos curtos

Mais lidas