Durante uma sessão da Comissão de Educação na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Adrilles Jorge (União Brasil) elogiou a atuação da Rota, afirmando que a tropa de elite da Polícia Militar realiza um “trabalho extraordinário” na captura e execução de criminosos. A fala gerou reação da oposição, que acusou o parlamentar de defender grupos de extermínio. Em nota, a assessoria de Adrilles afirmou que o vereador se referia a situações de legítima defesa em operações policiais.

Vereador de SP diz que Rota faz trabalho 'extraordinário' de execução de bandidos
Vereador de SP diz que Rota faz trabalho 'extraordinário' de execução de bandidos

O vereador Adrilles Jorge (União Brasil) provocou polêmica ao elogiar a atuação da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, durante reunião da Comissão de Educação na Câmara Municipal. Em sua fala, na última terça-feira (13), o parlamentar afirmou que a corporação realiza um trabalho “extraordinário” de captura e execução de criminosos.

“A Rota tem feito um trabalho exímio e extraordinário na captura e na execução, quando deve acontecer, de bandidos que são essencialmente prejudiciais à sociedade”, declarou Adrilles.

O comentário ocorreu no debate de um projeto de lei apresentado pelo vereador Sargento Nantes (PP), que propõe incluir no calendário oficial da cidade o “Dia da Rota”.

Repercussão

A declaração foi criticada pela vereadora Luna Zarattini (PT), líder da bancada petista na Câmara. Nas redes sociais, ela classificou a fala como uma defesa de grupos de extermínio.

“Vereador de extrema-direita defende grupos de extermínio! Essa visão de ‘justiça’ é totalmente deturpada, pois não leva em conta que ninguém é criminoso até que se prove, com o devido processo legal. É um princípio básico da democracia”, afirmou.

Defesa

Em nota, a assessoria de Adrilles Jorge esclareceu que o vereador se referia a situações em que há risco iminente à vida.

“Quando um bandido coloca em perigo a vida de um cidadão comum ou de um policial, o agente de segurança pública tem o poder discricionário de, eventualmente, se não tiver outro recurso, atirar contra o bandido”, diz o texto.

Segundo a assessoria, Adrilles defende que, em casos extremos como assassinatos, estupros ou tortura, cabe ao policial agir em legítima defesa.

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