A Polícia Civil realizou nesta sexta (14) nova fase da Operação Contenção em São João de Meriti. O vereador Marcos Aquino, que não era alvo, foi preso por portar arma irregular durante mandado contra seu irmão, Luiz, suspeito de ligação com o CV e ainda foragido. Sete pessoas foram presas e armas e drogas apreendidas. A ação segue investigações iniciadas há 11 meses.

Vereador é preso em operação contra o Comando Vermelho no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta sexta-feira (14), mais uma etapa da Operação Contenção contra o Comando Vermelho (CV). Os mandados desta fase são cumpridos em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, como parte de uma investigação que já dura onze meses.

A primeira fase da operação, realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, terminou com 121 mortos, tornando-se a ação policial mais letal da história do país.

Durante o cumprimento de um mandado contra Luiz Aquino, investigado por envolvimento com o núcleo da facção, os agentes prenderam o vereador Marcos Aquino (Republicanos). Ele não era alvo da operação, mas foi detido por portar uma arma que, segundo a polícia, pertencia a outra pessoa. Marcos, conhecido como Aquino, foi o vereador mais votado na eleição de 2024 em São João de Meriti.

A polícia informou que Luiz Aquino ainda não foi localizado e segue como foragido. A reportagem tentou contato com Marcos por meio das redes sociais e com a Câmara Municipal, mas não obteve resposta até a publicação. A defesa de Luiz também não foi encontrada.

Até as 10h, sete pessoas haviam sido presas e duas pistolas apreendidas, além de cargas de drogas. A operação envolve equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

A Polícia Civil afirma que novas fases podem ser deflagradas nos próximos dias.

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