O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e cobrou medidas do governo brasileiro para conter o juiz. Landau afirmou que a atuação de Moraes ameaça mais de dois séculos de relações bilaterais e classificou o processo judicial em andamento no Brasil como uma “farsa política”. Ele também afirmou que os Estados Unidos responderão caso haja perseguição política ou censura ligada às decisões do ministro.
O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, renovou nesta quinta-feira (17) críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrando que o governo brasileiro intervenha para conter o magistrado.
Landau afirmou que a atuação de Moraes coloca em risco mais de dois séculos de relações bilaterais entre Washington e Brasília. Em mensagens publicadas nas redes sociais, ele afirmou que o Brasil estaria permitindo que o ministro abusasse do processo judicial e perseguisse uma agenda política.
“Os Estados Unidos não permitirão que o juiz Moraes estenda seu regime de censura ao nosso território”, disse.
O vice-secretário classificou o processo em andamento como uma “farsa política” e criticou o aumento de punições a réus em função de reações de terceiros, referindo-se a reportagens que citam possíveis sanções de Trump ao Brasil.
“Aqueles que afirmam seguir o Estado de Direito não podem aumentar a punição de um réu em função da resposta de terceiros. Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas política”, afirmou Landau.
Não é a primeira vez que o representante americano critica Moraes. Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, Landau afirmou que o ministro “desmantelou o Estado de Direito” e levou as relações Brasil-EUA ao “ponto mais sombrio em dois séculos”. Durante encontros com empresários brasileiros em Washington, o vice-secretário deixou claro que o Brasil não terá soluções técnicas ou econômicas para tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Recentemente, Landau também solicitou a retirada do visto de um médico brasileiro que comemorou o assassinato do ativista pró-Trump Charlie Kirk, reforçando sua postura firme sobre o tema.
