A morte de mãe e filho em acidente na Tijuca é investigada sob versões contraditórias. Enquanto relatos iniciais apontam um carro como causa da queda, novas informações colocam essa hipótese em dúvida.
A investigação sobre o acidente que matou a geógrafa Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e Francisco Farias Antunes, de 9, filho do humorista Vinicius Antunes, na Tijuca, é marcada por versões conflitantes sobre o que teria provocado a queda da bicicleta elétrica em que os dois estavam.
O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (30), na Rua Conde de Bonfim, uma das principais vias da zona norte do Rio de Janeiro.
Versões diferentes
Nos primeiros depoimentos, testemunhas e o motorista do ônibus envolvido afirmaram que um carro preto teria fechado ou encostado na bicicleta, fazendo com que mãe e filho caíssem na via.
No entanto, outras informações reunidas ao longo da apuração levantam dúvidas sobre essa versão inicial e indicam que a dinâmica do acidente pode ter sido diferente do que foi relatado no primeiro momento.
A divergência entre os relatos se tornou um dos principais pontos da investigação, que busca esclarecer se houve, de fato, a participação de um terceiro veículo ou se a queda ocorreu por outro motivo.
Investigação
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que o caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca). Os agentes realizam diligências, analisam elementos do local e colhem novos depoimentos para reconstruir a sequência dos fatos.
A perícia também foi realizada e deve ajudar a esclarecer as circunstâncias do acidente.
O consórcio Rio Ônibus informou que acompanha o caso.
Vítimas tinham ligação com humorista Vinicius Antunes
Emanoelle morreu ainda no local. O filho chegou a ser socorrido por equipes do Samu, mas não resistiu durante o atendimento.
A geógrafa era formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e desenvolvia estudos sobre conflitos territoriais. A criança, conhecida como Chico, era aluno do Colégio Pedro II.
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