Um menino de 11 anos foi atacado por uma leoa mantida como animal de estimação após o animal escapar da residência de um influenciador na província de Kanchanaburi, na Tailândia, na noite de sábado (4). A leoa, de apenas um ano e chamada Mahaesee, conseguiu se soltar da corrente que a prendia e correu pelas ruas, gerando pânico entre os moradores.
Um menino de 11 anos foi atacado por uma leoa mantida como animal de estimação após o animal escapar da residência de um influenciador na província de Kanchanaburi, na Tailândia, na noite de sábado (4). A leoa, de apenas um ano e chamada Mahaesee, conseguiu se soltar da corrente que a prendia e correu pelas ruas, gerando pânico entre os moradores.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o felino perseguia um grupo de crianças até alcançar Arthit Nueangnui, derrubando-o e mordendo seu corpo. Antes que os ferimentos se agravassem, o vizinho Sarawut Tokaeo, de 43 anos, interveio e golpeou a cabeça da leoa, permitindo que o menino fosse resgatado.
Segundo relatos, não era a primeira vez que Mahaesee escapava. O vizinho Sarawut afirmou que o dono do animal, Parinya Parkpoom, de 32 anos e influenciador digital, vinha sendo negligente com a segurança do felino. Parinya explicou que a leoa foi solta durante uma reforma e que a corrente se rompeu. “Não percebi que a corrente havia quebrado até receber a ligação de um morador. Contive o animal e levei-o de volta, assumo total responsabilidade pelo ocorrido”, disse.
O menino e o vizinho foram levados ao hospital e estão em recuperação. A mãe da vítima, Lek, contou que a criança ficou traumatizada com o ataque e precisou se afastar de imagens e notícias sobre o ocorrido. “Ele fingiu estar morto para se proteger. Sem a ajuda do vizinho, poderia ter morrido”, afirmou.
Parinya se comprometeu a arcar com todos os custos médicos e entregou a leoa às autoridades. O Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação da Tailândia sedou Mahaesee no dia seguinte e a encaminhou para exames veterinários.
O diretor-geral do órgão, Attapol Charoenchansa, informou que o proprietário foi autuado por descumprir a Lei de Conservação e Proteção da Vida Selvagem, que proíbe negligência no manejo de animais silvestres sob permissão, com pena de até seis meses de prisão e multa de cerca de R$ 8 mil.
Autoridades destacaram que, embora a posse de leões seja permitida na Tailândia, o aumento de felinos em cativeiro exige cuidados rigorosos. “Todos os animais possuem instintos selvagens e qualquer descuido que coloque vidas em risco será tratado com rigor pela lei”, alertou o Departamento de Vida Selvagem.
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