A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores por forças dos Estados Unidos, durante um bombardeio em Caracas na madrugada de sábado (3), teria sido precedida por um episódio considerado decisivo pela equipe do presidente Donald Trump: um vídeo em que Maduro aparece dançando em um evento oficial.
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores por forças dos Estados Unidos, durante um bombardeio em Caracas na madrugada de sábado (3), teria sido precedida por um episódio considerado decisivo pela equipe do presidente Donald Trump: um vídeo em que Maduro aparece dançando em um evento oficial.
De acordo com o jornal The New York Times, integrantes do alto escalão americano interpretaram a chamada “dancinha” como um deboche direto aos Estados Unidos, em um momento de forte tensão diplomática entre os dois países. A avaliação interna foi de que Maduro não levava a sério as ameaças feitas por Washington.
Antes da ofensiva militar, os EUA teriam oferecido asilo político ao líder venezuelano em troca de sua renúncia ao cargo. A proposta foi recusada. Pouco depois, em 30 de dezembro, Maduro participou de um evento público no qual dançou ao som de uma música eletrônica que incluía a frase “sem guerra maluca”, em inglês. O gesto repercutiu nas redes sociais e, segundo fontes ouvidas pelo jornal americano, reforçou a percepção de provocação.
Ainda segundo a publicação, outros episódios semelhantes — como quando Maduro cantou “Imagine”, de John Lennon, em um discurso pedindo paz, em novembro — também foram vistos como sinais de desprezo diante da pressão internacional.
O ataque ordenado por Trump resultou na morte de ao menos 40 pessoas, conforme informações do The New York Times. Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde aguardam julgamento por acusações relacionadas ao narcoterrorismo.
Após a operação, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina. No domingo (4), ela fez um apelo por diálogo, convidou os Estados Unidos a cooperarem com o novo governo e pediu o fim das hostilidades.
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