Um lavrador de 21 anos foi preso após matar a facadas um homem em situação de rua que dormia em frente a um bar em Álvaro de Carvalho (SP). Câmeras de segurança registraram o ataque, ocorrido após os dois beberem juntos. O agressor fugiu, mas confessou o crime ao ser encontrado pela PM, que apreendeu a faca e as roupas sujas de sangue. A vítima não foi identificada e a Polícia Civil investiga o motivo da agressão.
Um crime brutal chocou os moradores de Álvaro de Carvalho, no interior de São Paulo, na noite de domingo (9). Um homem em situação de rua foi morto a facadas enquanto dormia em frente a um bar, na rua José Martins dos Santos, próximo à saída para Garça. O ataque foi registrado por câmeras de segurança instaladas na via.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, que ainda não foi identificada, dormia enrolada em um lençol sobre um banco de concreto quando o agressor se aproximou e desferiu vários golpes de faca, sem qualquer aviso ou chance de defesa. Após o crime, o homem fugiu e se escondeu em uma casa localizada nos fundos do mesmo imóvel onde ocorreu o ataque.
As imagens mostram o suspeito agindo de forma rápida e fria, impedindo qualquer reação da vítima. Testemunhas relataram à Polícia Civil que os dois haviam bebido juntos momentos antes, dentro do bar. Ainda não se sabe o que motivou o crime.
Policiais militares foram até a casa do suspeito, identificado como um lavrador de 21 anos, e encontraram manchas de sangue em suas roupas. No primeiro momento, ele negou envolvimento, mas acabou confessando o assassinato e indicou onde havia lavado a faca e deixado a camiseta usada. Os objetos foram apreendidos.
O homem ferido chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à UPA de Garça, mas não resistiu aos ferimentos. Como estava sem documentos e ninguém o reconheceu, ele permanece sem identificação oficial.
A Polícia Civil classificou o caso como homicídio qualificado, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A Justiça deve analisar ainda nesta semana o pedido de prisão preventiva do acusado, que segue detido.
